Assertividade:o que é ser assertivo?

Junho 17th, 2010
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Como poderias ser assertivo nestas situações:

Um amigo pergunta-te se queres faltar à aula para ir brincar. Tu:

a) Dizes que não queres faltar e vais à aula
b) Tens vergonha de dizer que não e faltas à aula
c) Não respondes e esperas que ele desista

Um amigo pede-te para roubar chocolates no supermercado:

a) Não o fazes e explicas-lhe porque é errado.
b) Fazes-lhe a vontade porque não queres que ele pense que não és capaz
c) Sais da loja sem o avisar e não voltas a falar-lhe

O teu amigo pede-te dinheiro emprestado mas não devolve:

a) Vais falar com ele e pedes-lhe para devolver o dinheiro que lhe emprestaste
b) Esperas que ele te devolva sem lhe lembrares
c) Quando o encontrares ao pé dos colegas dele, pedes-lhe o dinheiro alto para o envergonhar

Um colega no recreio estraga o teu jogo de futebol com os teus colegas:

a) Pedes-lhe para parar e perguntas se ele quer jogar com vocês
b) Vão-se embora e procuram outro sítio para jogar
c) Gritas com ele para ele ir embora

Bom, ser assertivo é:

- Defender os teus direitos
- Dizer o que tu pensas e o que sentes mesmo quando as outras pessoas não gostam
- Não ter medo de dizer “não” quando não concordamos
- Não magoar os outros
- Respeitar a opinião dos outros

Ser assertivo não é fácil, mas com algum treino consegue-se chegar lá. As respostas mais assertivas para as perguntas acima colocadas são as ‘a)‘, pois permitem dizer aquilo que pensamos sem magoar os sentimentos dos outros.
Claro que podemos ficar zangados com algumas situações, mas não podemos fugir, portanto o melhor é sermos sinceros e resolvermos os nossos problemas da melhor maneira, respeitando todos.

Desobedecemos porquê?

Março 31st, 2009
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Questionamo-nos com frequência o porquê das crianças desobedecerem, mesmo quando já dissemos para não fazerem, mesmo quando já estiveram de castigo e mesmo até quando já levaram uma palmada (também acontece perdermos a cabeça).

Bem, existem várias razões, pelo que vou falar de algumas: 

- Para chamar a atenção: é verdade, damos sempre mais atenção quando se portam mal (chamamo-las, ralhamos, falamos com elas) do que quando se comportam bem. Aí passam despercebidas, nem nos apercebemos e continuamos a fazer as nossas tarefas. Nessa altura elas pensam “Bem, estou aqui sentada a fazer o meu jogo tão bem e tu não me ligas nenhuma, mas se eu fizesse como o João e tivesse atirado o jogo para o chão, já estavas de volta de mim!”. 

- Porque não se sentem suficientemente aceite pelos outros: o ataque é a melhor defesa; “porque eu não consigo brincar com ninguém e se ninguém gosta de mim, eu também não gosto deles”

- Porque não se conseguem fazer compreender: às vezes até nós perdemos a cabeça quando não nos conseguimos fazer entender numa conversa, imagine as crianças, com um dicionário mais pequeno que o nosso; junte uma catadupa de sentimentos à mistura que não conseguem entender e tem a receita certa para uma explosão.

 

Vou buscar novamente a Educação Emocional e os seus procedimentos para lidar com as emoções (que depois se associam e reflectem em actos):

- Ter consciência da emoção da criança (saber reconhecer qual a emoção sentida: medo, tristeza, …)

- Mostrar respeito pelos seus sentimentos (embora a nós possam parecer problemas menores, para quem os sente, são enormes)

- Ajudar a criança a identificar e nomear os sentimentos

- Estabelecer limites: perceber e validar os sentimentos da criança, mas não o seu comportamento. Dizer quais os comportamentos aceitáveis e os não aceitáveis e quais as consequências de prossegui com os não aceitáveis

- Ajudar a encontrar soluções: incentive a criança a pensar por si própria e a resolver o problema (pergunte-lhe o que ela quer, ajude a escolher as melhores opções pensando em conjunto nas consequências, relembre as opções de sucesso e escolham as opções que vão fazer).

Cada criança é única

Março 25th, 2009
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Existem várias correntes pedagógicas e como tal, várias opiniões sobre como educar uma criança. A minha opinião é a de que existe sempre uma corrente certa para o momento certo e a idade certa. É completamente diferente conversar com uma criança de 2 anos de uma criança de 12 anos. Racionalizar com uma criança de 2 anos é difícil, mesmo pela própria imaturidade biológica e emocional da criança. 

Vivemos todos em sociedade e como tal é-nos exigido que adoptemos certas regras de convivência, de respeito pelos deveres e direitos individuais e colectivos. Assim é desde pequenos que somos educados pelos nossos pais e formados pelas pessoas significativas que se cruzam connosco e nos influenciam. Pedir a uma criança que nos obedeça implica que a nossa mensagem:

-  seja clara

-  seja coerente 

- estabeleça limites bem definidos

- justifique os motivos dos limites impostos

- diga qual a punição para quando um limite é ultrapassado 

- reforçe os bons comportamentos.

- dê  o exemplo 

Contudo cada criança é única e este blog não pretende dar receitas infalíveis a pais e cuidadores mas sim ajudar a descobrir novas maneiras de relacionarmo-nos.

Sim, um castigo

Fevereiro 12th, 2009
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Falámos da importância dos limites e como explicá-los para que a criança possa saber exactamente o que esperar de nós (e nós dela).

Contudo sabemos que nem sempre esses limites são respeitados. O que fazer nesse caso?

Bem, em primeiro lugar quando se coloca uma regra deve explicar-se porque colocamos a regra e o que acontece quando não é cumprida. Por exemplo: 

“Não gosto que jogues à bola dentro de casa porque podes partir um vidro. Por favor, jogas à bola no recreio da escola/no ATL/na rua. Se jogares à bola dentro de casa, guardo a bola e só devolvo amanhã”.

Os castigos devem preferencialmente ser: 

- Coerentes: não podemos castigar na segunda ou terceira vez, e depois deixamos o castigo de lado e daí a um mês voltamos a aplicá-lo. Tem de ser feito à primeira, à segunda, à terceira, … até o comportamento deixar de existir.

- Adequado à gravidade do acto: é diferente não arrumar o quarto de bater num colega da escola. È como as multas de trânsito: leve, grave e muito grave têm pesos diferentes nas contas.

- Aplicado de imediato: não vale a pena dizermos que o “vais ver quando o pai/mãe chegar a casa”. A criança porta-se mal agora e comigo, portanto sou eu que dou o castigo e é agora que é dado.

- Não físico, nem que envolva comida. Restrições a jogos, a passeios, brincadeiras…