A testar

Dezembro 20th, 2011
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Nova rubrica: vamos falar sobre brinquedos. Bem, vamos fazer mais do que falar, vamos ver o que está bem e o que está menos bem, dar uma opinião sobre as áreas que esse brinquedo estimula nas crianças, a idade adequada para começar a utilizá-lo,…

Os brinquedos aqui reportados são vistos, analisados e experimentados e a opinião dada é feita com base na experiência de trabalho e no conhecimento adquirido em psicologia infantil.
Vamos mostrar fotografias que tentem mostrar da melhor forma o brinquedo.

Podem seguir a nova categoria A testar que vai conter todos os testes.

Assim, além da apreciação geral sobre o brinquedo, temos um resumo de 4 parâmetros de avaliação:

Qualidade/Preço: com uma escala de 1 a 5, abaixo descrita,
1 РPre̤o elevado para a qualidade do produto
2 РPre̤o maior do que a qualidade do produto
3 – Preço adequado à qualidade do produto
4 РBoa qualidade para o pre̤o do produto
5 РGrande qualidade para o pre̤o do produto

Benefícios: áreas que desenvolve e estimula.

Idade: A partir de que idade a criança beneficia mais do brincar.

Classificação: apreciação geral do produto, tendo em consideração todos os critérios, numa escala de 1 a 10.

Todas as sugestões/opiniões são bem vindas.
Participem!

Criatividade

Julho 17th, 2009
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Já falei muito levemente sobre a criatividade, nos contos que por aqui vão estando. Mas vou falar um pouco mais sobre o assunto. Há um site fantástico…

…onde se fala (em inglês,  com legendas em português) principalmente sobre criatividade. São conferências que acontecem todos os anos, onde as mentes mais brilhantes do planeta (ou pelo menos algumas) se juntam para partilhar o seu conhecimento, aquilo que as torna únicas e brilhantes, em pequenas apresentações. Numa grande maioria falam sobre a importância da criatividade em tudo: nas suas vidas, no desenvolvimento humano, no futuro…

Gosto particularmente de uma de Sir Ken Robinson,  que fala sobre a criatividade e na forma como alguns de nós a vamos perdendo à medida que crescemos, em parte devido à percepção que vamos adquirindo de que temos de jogar pelas regras, em parte pelo medo do insucesso e do erro. A maioria das crianças arrisca sem medo de errar; maravilham-se com todos os resultados de qualquer experiência que façam (maravilham-se até com o que vão fazendo pelo caminho enquanto experimentam), com os certos e com os errados. Lembro-me de ter 6 anos e suplicar à minha mãe para que me deixasse cozinhar para uma festa que ia haver em casa; ela, com algum custo deixou-me fazer as gelatinas. Eram 3 gelatinas, cada sabor com sua cor (o objectivo era depois corta-las em quadrados coloridos e cobrir com natas, o que era visualmente muito bonito); eu fiz tudo de acordo com a receita: medi 3 medidores de água, aqueci, coloquei tudo numa tigela, e juntei a água fria. Fiquei muito contente e mostrei à minha mãe que levou as mãos à cabeça porque em vez de três taças coloridas, tinha uma taça gigante de uma cor… neutra (lá se foi o efeito visual, mas o sabor era o mesmo). Este incidente não me fez desistir.

É preciso incentivar a procura de novas ideias, de novas maneiras de ver o mundo, de novas soluções. A inteligência alimenta-se das nossas experiências (visuais, auditivas, cinestésicas, …), das ligações e associações que estabelecemos no que conhecemos, da interacção com os outros (adultos, crianças, …). Quanto mais alimentarmos o nosso cérebro (e menor for o receio de errar) melhores serão as nossas ideias.

Passem pelo site. Vale a pena.

Dia da Criança

Maio 21st, 2009
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Está a chegar o Dia da Criança.

Temos aqui uma ideia para comemorar esse dia; lembramo-nos de fazer um jogo e quando digo fazer, é no verdadeiro sentido da palavra, como em trabalhos manuais.

Reúna a família, junte tesouras, cola, cartolina, papel autocolante transparente. Depois imprima o jogo que está no fim e construam a nossa versão do famoso “Party“, ou seja, o Party Infantil. Dá para jogar 2 a 4 jogadores, fazer equipas, como quiser. As idades começam nos 7/8 anos e vão por aí adiante.

party_infantil_tabuleiro

Eu já o construí e utilizei. Prometo que vale o trabalho.

Divirtam-se e boas jogadas

Instruções “Party”

1.º) Imprima as duas primeiras folhas; estas representam o tabuleiro. Recorte, junte as duas e cole numa cartolina; depois pode forrar com papel autocolante transparente.

2.º) A terceira folha tem um dado para recortar e colar, bem como os cartões dos pontos e as imagens dos cartões correspondentes a cada ponto.

3.º) Existem 4 tipos de categorias: Mímica, Palavras Proibidas, Desenho e Perguntas. Existem 2 folhas de cada tipo de perguntas para imprimir; nas costas das folhas imprima a capa correspondente.

4.º) Os cartões podem ser plastificados em máquina própria (se conhecer alguém que tenha é óptimo) ou com plástico de forrar os livros.

6.º) Pode colocar um pouco de velcro nos cartões dos pontos para colar lá o cartão correspondente à categoria da pergunta.

5.º) Pode fazer os peões com bonecos, peões de outro jogo, botões,…

6.º) Precisa de um dado regular (pode pedir emprestado a outro jogo que tenha em casa)

party_infantil_pecas

Como jogar:

Colocam-se os peões na casa da partida. O primeiro a jogar lança o dado (normal ou do jogo). Conforme a casa onde calha, faz-se a pergunta da categoria correspondente. Se acertar continua a jogar até não saber responder, passando a vez ao outro jogador. Só ganha o cartão para colar no cartão dos pontos quando acertar na pergunta da casa branca correspondente a cada categoria, em cada canto.

Quando completar o cartão dos pontos (amarelo) , tem de jogar o dado até regressar à casa da partida. Aí, lança o dado do jogo e tem de responder certo à categoria que calhar

Ganha quando acertar a pergunta final.

Material

Tudo o que precisa é deste PDF do Party Infantil com o material e depois do divertido trabalho manual, é só jogar.

Sim, um castigo

Fevereiro 12th, 2009
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Falámos da importância dos limites e como explicá-los para que a criança possa saber exactamente o que esperar de nós (e nós dela).

Contudo sabemos que nem sempre esses limites são respeitados. O que fazer nesse caso?

Bem, em primeiro lugar quando se coloca uma regra deve explicar-se porque colocamos a regra e o que acontece quando não é cumprida. Por exemplo: 

“Não gosto que jogues à bola dentro de casa porque podes partir um vidro. Por favor, jogas à bola no recreio da escola/no ATL/na rua. Se jogares à bola dentro de casa, guardo a bola e só devolvo amanhã”.

Os castigos devem preferencialmente ser: 

- Coerentes: não podemos castigar na segunda ou terceira vez, e depois deixamos o castigo de lado e daí a um mês voltamos a aplicá-lo. Tem de ser feito à primeira, à segunda, à terceira, … até o comportamento deixar de existir.

- Adequado à gravidade do acto: é diferente não arrumar o quarto de bater num colega da escola. È como as multas de trânsito: leve, grave e muito grave têm pesos diferentes nas contas.

- Aplicado de imediato: não vale a pena dizermos que o “vais ver quando o pai/mãe chegar a casa”. A criança porta-se mal agora e comigo, portanto sou eu que dou o castigo e é agora que é dado.

- Não físico, nem que envolva comida. Restrições a jogos, a passeios, brincadeiras…

Sugestões para mudar comportamentos

Fevereiro 10th, 2009
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Há pouco tempo falávamos de comportamentos e de como, por vezes, podem constituir uma dor de cabeça. Assim ficam aqui algumas sugestões para utilizar quando queremos mudar um comportamento.

Pontos chave:

- Regras: precisam de ser claras e específicas, ou seja, dizerem muito claramente o que é permitido fazer e o que não se pode fazer. De preferência fazê-las pela positiva, como por exemplo: Em vez de dizer “- Não podes ir brincar, enquanto não arrumares as tuas coisas!”, prefira utilizar “- Depois de arrumares as coisas, podes ir brincar.”.

- Pequeno conjunto de regras: quanto mais forem, mais difícil será para a criança saber o que pode e o que não pode fazer; assim o ideal é começar com duas ou três de cada vez e quando essas tiverem interiorizadas, acrescentar novas regras.

- As regras precisam estar em acordo com todos os que as aplicam, de modo a que quando a criança faz a mesma pergunta à mãe, ao pai, aos avós, possam todos responder do mesmo modo (positivo ou negativo)

- As regras precisam de ser razoáveis e adequadas. Não vamos exigir a uma criança que começou a andar que faça o pino. Vamos primeiro perceber o que ela consegue fazer e subir um degrau.

- As regras precisam de ter um limite no tempo. Castigar durante uma semana por algo que ela fez na segunda-feira não vai adiantar muito quando for quarta-feira; não só a noção de tempo das crianças é diferente da nossa como, uma vez que já estão de castigo, não tem razão para comportarem-se bem. 

 

No próximo post vamos falar do que fazer quando o limite que foi imposto é ultrapassado: precisa de ter uma resposta adequada por parte do adulto. 

Sim, um castigo.

Meninos “maus”

Janeiro 21st, 2009
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O desenvolvimento de uma criança traz sempre mudanças no seu comportamento. 

Normalmente, todos pensamos que esse mesmo comportamento é problemático quando não vai ao encontro das nossas expectativas enquanto adultos, mas na verdade, um comportamento é considerado desadequado quando acontece frequentemente, quando é muito intenso e quando traz instabilidade para a criança e a família.

Por exemplo, uma criança de 2 anos poderá atirar-se para o chão, a gritar a bater com os pés no chão, porque lhe foi dito “não”; não será certamente um comportamento adequado mas, é provável que o faça; não o deve fazer aos 5 anos, pois tem já possui outras formas de se expressar (neste caso, de expressar o desagrado com a nossa decisão).

É aí que entra a importância dos limites.

 Viver em sociedade implica saber obedecer a regras e limites; todos nós obedecemos a alguém ou a algo: ao nosso chefe, ao polícia, ao tribunal… as regras e leis estabelecem o limite do nosso comportamento e ensinam-nos como viver em sociedade.

Os limites ensinam a criança a respeitar o próximo. Quando a criança sabe exactamente o que se espera dela e conhece os limites e as normas a cumprir, tem mais facilidade em corresponder.

Impor limites é saber dizer sim e não de forma positiva e coerente.