Tomar decisões
Nem sempre é fácil tomar decisões; como escolher entre as várias oportunidades que temos? Como vamos saber se a decisão tomada é a mais certa? Será que devÃamos ter escolhido outra opção? Ou nenhuma?
Bom, para diminuir a ansiedade quanto a tomar decisões, trazemos um vÃdeo de um psicólogo, Dr Philip Zimbardo, sobre este assunto. Ele fala também numa experiência que falámos há pouco tempo, sobre a importância da capacidade de auto-controlo e de adiar a gratificação. O vÃdeo de hoje integra este conceito numa teoria de que as nossas decisões são tomadas com base numa perspectiva temporal (“Time Perspectiveâ€) e como isso pode influenciar a nossa vida.
O mais interessante (para mim) é a sugestão de como podemos melhorar a nossa capacidade de tomar decisões (com base no passado, presente ou futuro) de modo a sermos mais felizes.
Vejam em:
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Crianças: Auto-controle e sucesso
Nos anos 60, Walter Mischel, um professor de Psicologia da Universidade de Stanford estava encarregue de uma experiência que ficou conhecida como “O teste do marshmallow“; nesta experiência era colocado um marshmallow frente a uma criança e era-lhe proposto um acordo: podia comer aquele marshmallow agora ou se esperasse que o adulto saÃsse da sala e não comesse logo o doce, era-lhe oferecido outro quando o adulto voltasse.
Algumas crianças comeram poucos segundos depois, enquanto que outras aguardaram os 15 minutos (muito tempo de espera para idades pequenas).
As crianças foram seguidas posteriormente e aquelas que esperaram pelo regresso do adulto eram mais bem sucedidas na vida do que as que não esperaram
O que é que esta experiência ensina?
Bom, que a capacidade o adiar da gratificação do “agora” para “depois” implica um grande auto-controle e esta capacidade é um bom predictor de sucesso futuro.
Os pais desempenham papel importante e podem ajudar a trabalhar o tempo de espera e de auto-controle através da imposição de limites e disciplina. Podem também ajudar através de estratégias que ajudem a distrais da “tentação”, tais como ajudar a contar até um certo número, ou ocupar o pensamento com outros assuntos.
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Parentalidade
Há alguns anos, escrevi uma dissertação de Mestrado intitulada “Parentalidade e problemas de comportamento†sobre crianças com problemas de comportamento e como os pais podem influenciar a sua dinâmica familiar, a sua relação com os filhos; vou deixar aqui alguns textos para que possam aproveitar estes conhecimentos e influenciarem de modo positivo a vossa relação familiar.
A autonomia das crianças e a regulação de comportamentos efectuada pelos pais são dois pontos fundamentais no papel das relações de suporte na famÃlia, bem como desenvolvimento da criança. Estes factores fazem parte daquilo que os investigadores em psicologia chamam de «estilos e comportamentos parentais»; distinguem-se 3 estilos parentais:
- o Autoritativo: o estilo parental autoritativo é caracterizado por ser pouco afectuoso, com um nÃvel de exigência muito grande e escassa autonomia.
- o Autoritário: é mais afectuoso e promove a autonomia com algumas linhas de comportamento bem definidas; é considerado como sendo de suporte, abrangendo aspectos como reforços positivos, afectos positivos e disciplina e tem sido considerado como um factor protector na promoção da adaptação das crianças. No que diz respeito à imposição de limites, estes podem ser de estilo restritivo, ou seja, envolve comportamentos cuja intenção é parar ou punir a criança e não necessariamente uma disciplina dura, como bater.
- o Coercivo: Nas interacções pais-filhos de carácter coercivo há dois padrões de interacção:
- Os pais dão uma resposta de recuo e de apaziguamento da criança quando esta apresenta um comportamento desajustado, de não obediência, numa tentativa de diminuir a fúria da criança. Ao longo do tempo, os limites impostos tendem a diminuir após um contÃnuo de interacções semelhantes e respondem muitas vezes de maneira positiva ou neutral.
- Há uma hostilidade mútua, onde os membros entram numa escalada de hostilidade, ou seja, cria-se um ciclo onde pai/mãe e criança tentam controlar-se mutuamente, sendo cada vez mais hostis um para o outro na tentativa de dominar a relação.
Práticas ineficazes de educação e comportamento anti-social de crianças estão reciprocamente relacionadas. Assim, acabam por ser moldados comportamentos aversivos dentro da dinâmica familiar: as crianças aprendem a utilizar comportamentos coercivos para atingir os seus objectivos, não sendo valorizadas nos seus comportamentos positivos.
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