Sugestões

Março 18th, 2009
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Muitos pais e professores procuram constantemente formas de ajudar as suas crianças. De entre as frases mais utilizadas por todos estão “ele é muito distraídoâ€, “ela está no mundo dela”, ” não presta atenção†ou “ não faz nada do que lhe digoâ€.  Assim, deixo aqui mais algumas sugestões para pais e professores trabalharem em conjunto com as crianças. 

Criança Atenta
Criança atenta (por cole24_) 

 Para trabalhar a atenção sugere-se, por exemplo:

- Estabelecer e realizar tarefas de forma rotineira;

- Evitar toda a fonte de estimulação que não seja o próprio material de aprendizagem; 

- Identificar sons do exterior que possam perturbar a criança;

- Retirar de cima da mesa todo o material que não seja necessário para a realização da tarefa e colocar a criança em lugares afastados o mais possível de estímulos ambientais (janelas, colegas faladores, …);

- As tarefas precisam de ser adaptadas ao seu interesse, de modo a motivá-la para a sua realização;

- As tarefas precisam de ser curtas, estruturadas e sequenciadas, com objectivos bem claros de forma a aumentar a sua motivação, ritmo de trabalho e períodos de concentração; 

- Divida as tarefas e entregue uma de cada vez;

- Seja breve e conciso nas ordens dadas;

- Monitorize regular e frequentemente o trabalho da criança;

- Recompense por um certo número de tarefas concluídas (tempo extra para fazer desenhos, menos trabalhos de casa,…).

 

Para trabalhar o comportamento sugere-se, por exemplo:

- Estabelecer regras bem claras e exigir o seu cumprimento;

- Dar atenção à criança quando esta mostra comportamentos adequados;

- Tentar que as recompensas e consequências tenham efeitos imediatos;

- Aumentar a percentagem de observações positivas em relação às negativas (3 para 1);

- Tentar isolar a criança das outras crianças quando se analisa um comportamento inadequado;

- Atribuir tarefas com responsabilidade de modo a que a criança sinta que tem um papel importante a desempenhar.

Quando recorrer ao psicólogo ?

Março 13th, 2009
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O desenvolvimento humano tem lugar no contexto das teias de relações sociais e o curso de vida de um indivíduo é moldado pelos cursos de vida dos outros. Uma das relações mais íntima e influenciadora é a que ocorre entre pais e filhos. 

As constantes exigências feitas pelo trabalho, pela sociedade em geral ou mesmo pela escola, impõem uma pressão sobre os pais que nem sempre é fácil de resolver. O bombardeamento constante de informação sobre como ser-se pai/mãe e como agir para com os filhos não só aumenta essa pressão como também pode desencadear nos pais sentimentos de ineficácia e insuficiência, sendo difícil conciliar pensamento com sentimento e com acção. 

O recurso ao psicólogo deve ser feito quando se tem dificuldades em lidar com algum aspecto da vida quotidiana, dificuldades essas que impeçam o normal desenrolar da vida; o trabalho do psicólogo é principalmente ajudar a pensar em soluções e alternativas para resolver as dificuldades, devolvendo o controlo dos problemas à pessoa que pediu ajuda.

O trabalho em clínica infantil inclui sempre os pais; assim a família possui o conhecimento necessário sobre as rotinas e actividades da criança, sobre o seu modo e capacidade de comunicar, relações e acontecimentos críticos que podem despoletar as dificuldades; graças a isso, podem contribuir para guiarem os profissionais no caminho da identificação das rotinas, actividades e ambientes. Para isso é importante estar atento e participar na vida dos seus filhos. A compreensão das suas preocupações leva-nos enquanto psicólogos, à criação de respostas que podem contribuir para um desenvolvimento mais saudável e harmonioso, melhorando as relações entre pais e filhos. Conhecer as suas preocupações pode também ajudar-nos a desdramatizar situações ou a realizar uma detecção precoce de futuros problemas. 

 

Quadro de (bons) Comportamentos

Fevereiro 27th, 2009
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Aqui está uma tabela de comportamentos simples de fazer e de utilizar quando queremos mudar um comportamento inadequado.

Começa-se por estabelecer com a criança qual o comportamento que queremos mudar. Vamos utilizar o “arrumar o quartoâ€; combina-se com a criança que tem de arrumar o quarto todos os sábados e quartas-feiras (ser muito específico nas tarefas e nas datas que tem de cumprir). Completa-se a frase “Eu ganhei este autocolante porque arrumei o meu quarto†e escreve-se as datas dos dias em que a criança tem de arrumar o quarto, no espaço azul onde vamos depois colar o elogio. 

comportamentos1

Cada vez que cumprir a tarefa tem direito a uma autocolante de elogio (estão dispostos por ordem, do mais simples ao mais elogioso). Quando a criança completar o quadro tem direito a uma recompensa previamente acordada (nunca dinheiro, brinquedos ou comida), como por exemplo um passeio ao parque infantil ou escolher um filme no cinema.

comportamentos2

A ideia é posteriormente utilizar o quadro para ir espaçando no tempo as recompensas (um autocolante por semana se as tarefas forem cumpridas) até que esta tabela já não seja necessária.

Material

Faça download do PDF de Comportamentos, imprima e já está.

Jogo das Emoções

Fevereiro 16th, 2009
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Instruções

Imprima 2 cópias, recorte e cole numa cartolina.

Thumb jogo da memória

Para o material durar mais, pode plastificar com papel autocolante. 

Baralhe as cartas e coloque-as viradas para baixo numa fila de 5 (4 cartas por coluna). Joga um de cada vez e vira duas cartas para cima. Se forem iguais, ganha, retira e joga novamente. Se não forem iguais, volta a virar para baixo e joga o outro.


Podemos aproveitar para falar sobre as emoções escritas nas cartas. Por exemplo, quando se faz um par, podemos contar um acontecimento em que tenhamos sentido essa emoção.

Ex: carta “Preocupadoâ€: a última vez que fiquei preocupada foi quando…


Material

Jogo da Memoria (pdf)

 

Aos Pais

Este jogo trabalha duas capacidades:  a de memória (a criança tem que recordar em que posição viu a carta par da que está a virar) e as emoções, ao pensar e falar sobre as mesmas. 

Bons Jogos

Sugestões para mudar comportamentos

Fevereiro 10th, 2009
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Há pouco tempo falávamos de comportamentos e de como, por vezes, podem constituir uma dor de cabeça. Assim ficam aqui algumas sugestões para utilizar quando queremos mudar um comportamento.

Pontos chave:

- Regras: precisam de ser claras e específicas, ou seja, dizerem muito claramente o que é permitido fazer e o que não se pode fazer. De preferência fazê-las pela positiva, como por exemplo: Em vez de dizer “- Não podes ir brincar, enquanto não arrumares as tuas coisas!”, prefira utilizar “- Depois de arrumares as coisas, podes ir brincar.”.

- Pequeno conjunto de regras: quanto mais forem, mais difícil será para a criança saber o que pode e o que não pode fazer; assim o ideal é começar com duas ou três de cada vez e quando essas tiverem interiorizadas, acrescentar novas regras.

- As regras precisam estar em acordo com todos os que as aplicam, de modo a que quando a criança faz a mesma pergunta à mãe, ao pai, aos avós, possam todos responder do mesmo modo (positivo ou negativo)

- As regras precisam de ser razoáveis e adequadas. Não vamos exigir a uma criança que começou a andar que faça o pino. Vamos primeiro perceber o que ela consegue fazer e subir um degrau.

- As regras precisam de ter um limite no tempo. Castigar durante uma semana por algo que ela fez na segunda-feira não vai adiantar muito quando for quarta-feira; não só a noção de tempo das crianças é diferente da nossa como, uma vez que já estão de castigo, não tem razão para comportarem-se bem. 

 

No próximo post vamos falar do que fazer quando o limite que foi imposto é ultrapassado: precisa de ter uma resposta adequada por parte do adulto. 

Sim, um castigo.

Depois da hora

Janeiro 26th, 2009
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- Esperem por mim! Esperem… – Gritava o Bruno. O Bruno estava sempre atrasado; tinha sido assim desde o início e já todos sabiam. Na verdade já todos estavam habituados. 

O Bruno chegava depois da hora de entrada na escola, chegava atrasado ao almoço, chegava tarde às brincadeiras. Os amigos ainda tentavam ajudar o Bruno: combinavam às cinco da tarde e diziam-lhe às quatro, combinavam às cinco da tarde e chegavam às seis, mas nada dava resultado. Tinham sempre que esperar pelo Bruno.

É claro que o Bruno também perdia muito por chegar atrasado. No futebol, já todos tinham sido escolhidos e ele ficava com o último lugar (aquele que ninguém queria), nas festas já todos tinham comido os seus doces preferidos (e ele nem os chegava a provar) …

Ora o Bruno também não estava contente com a situação; afinal, ele ficava sempre com aquilo que os outros não queriam. 

Ninguém estava contente com a situação. Mas o Bruno também não a sabia resolver.

Um dia, na biblioteca, o Bruno viu um livro que tinha na capa um desenho de uma menina, um grande relógio e um coelho a correr. Ficou curioso e quando abriu o livro viu que o coelho se queixava muito de chegar sempre atrasado e corria muito para chegar a horas, mas por mais que corresse, nunca chegava à hora combinada.

Quer dizer, a história não era sobre o coelho, era sobre a menina e a grande aventura que viveu quando conheceu o coelho; mas o Bruno levou o livro para casa e ficou a ler a tarde toda. Estava tão distraído que nem ouviu a mãe a chamá-lo para jantar. E quando foi para a mesa, levou o livro com ele.

Os pais, curiosos para saberem o que estava a distrair o Bruno de tal modo que ele não queria deixar o livro pousado para poder comer, perguntaram-lhe o que se passava. E o Bruno contou; estava triste por ser sempre o último a chegar. 

“Bem, então vamos resolver issoâ€, responderam os pais. Compraram-lhe um relógio que tinha um alarme e tocava sempre que fossem horas importantes: horas de ir para a escola, horas de ir brincar, horas de ir almoçar, … O relógio tocava e o Bruno já sabia o que tinha que fazer. 

A partir desse dia, o Bruno era sempre o primeiro a chegar.

Bem, por vezes era o segundo ou o terceiro, mas já não era o último e ninguém tinha de esperar por ele.

 

 

Aos pais

É natural que as crianças tenham algumas dificuldades em interiorizar as horas, em particular quando não têm as rotinas adquiridas (as rotinas são aquelas tarefas que fazemos quase diariamente e sensivelmente à mesma hora, como por exemplo, tomar banho antes de jantar, comer quase sempre à mesma hora, …).  

As rotinas ensinam à criança a noção da passagem do tempo e o que é esperado acontecer em cada altura do dia. Transmitem segurança (tal como as regras, mas estas deixamos para outra história).

Meninos “maus”

Janeiro 21st, 2009
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O desenvolvimento de uma criança traz sempre mudanças no seu comportamento. 

Normalmente, todos pensamos que esse mesmo comportamento é problemático quando não vai ao encontro das nossas expectativas enquanto adultos, mas na verdade, um comportamento é considerado desadequado quando acontece frequentemente, quando é muito intenso e quando traz instabilidade para a criança e a família.

Por exemplo, uma criança de 2 anos poderá atirar-se para o chão, a gritar a bater com os pés no chão, porque lhe foi dito “nãoâ€; não será certamente um comportamento adequado mas, é provável que o faça; não o deve fazer aos 5 anos, pois tem já possui outras formas de se expressar (neste caso, de expressar o desagrado com a nossa decisão).

É aí que entra a importância dos limites.

 Viver em sociedade implica saber obedecer a regras e limites; todos nós obedecemos a alguém ou a algo: ao nosso chefe, ao polícia, ao tribunal… as regras e leis estabelecem o limite do nosso comportamento e ensinam-nos como viver em sociedade.

Os limites ensinam a criança a respeitar o próximo. Quando a criança sabe exactamente o que se espera dela e conhece os limites e as normas a cumprir, tem mais facilidade em corresponder.

Impor limites é saber dizer sim e não de forma positiva e coerente.