Treino comportamental… ou não

Fevereiro 11th, 2011
Google Buzz

Hoje continuamos com o tema anterior: a questão dos comportamentos desadequados, que a mãe já não consegue controlar.

A nova solução encontrada pela personagem é deixar que alguém tome o controlo da situação por ela, sendo neste caso um perito em treino comportamental…animal. Exageros à parte (como trelas e liderança dominadora), a verdade é que a nossa mudança de comportamento produz mudanças nos comportamentos dos outros que estão em nosso redor.

Assim, quando tornamos as regras constantes, (como falamos anteriormente e vou repetir-me) torna-se também mais fácil para a criança prever o que vai acontecer e o que esperamos dela.

Tabela de comportamentos [como fazer uma]

Novembro 23rd, 2010
Google Buzz

Recebemos um contacto a pedir indicações para uma tabela de comportamentos, pelo que vamos falar um pouco sobre este assunto e explicar como podem criar uma tabela de comportamentos.
Já falamos sobre estas tabelas anteriormente. As tabelas de comportamento servem para controlar os comportamentos que queremos mudar; isto pode ser feito de várias maneiras, como por exemplo, incentivando os bons comportamentos ou diminuindo o número de vezes que os comportamentos ocorrem. Estas tabelas são feitas especificamente para cada criança e utilizam-se vários processos para as construir.

Tras la cortina
Por Raúl A. no Flickr

Vamos dar o exemplo de uma.
Imaginemos que há uma criança que está a “portar-se mal“; primeiro é preciso definir o que é “portar-se mal“, se é gritar, se é bater, se é atirar-se para o chão.

O segundo passo é escolher qual o comportamento que vamos mudar, porque não podemos mudar todos ao mesmo tempo – começamos sempre com um e só depois deste ter diminuído ou desaparecido é que podemos trocar por outro -.

O terceiro passo é evitar o mais possível situações que provoquem esse comportamento, porque assim diminuímos logo o número de vezes que os comportamentos ocorrem. Por exemplo, imaginemos que a criança não quer fazer os trabalhos de casa; podemos alterar a situação tentando perceber qual a melhor altura para ela fazer os trabalhos de casa, se quando chega da escola e antes de brincar ou se precisa de brincar e depois do lanche já estará mais disponível para trabalhar.

Controlando o ambiente, podemos então começar a mudar os comportamentos. Assim, o quarto passo é informar todos os adultos que estão com a criança no contexto onde ocorrem os comportamentos para saberem qual é o comportamento a mudar, qual a consequência para a criança quando este comportamento ocorre e qual a consequência (recompensa) quando a criança controla o comportamento.

O quinto passo é informar a criança; ela tem de saber com precisão o que pode fazer, o que deve evitar e o que acontece nas duas situações. Vou dar um exemplo: explicamos à criança que os trabalhos de casa têm que ser feitos sempre que o professor os mandar. Se ela fizer todos os que foram mandados durante a semana, no fim-de-semana pode escolher entre ver um filme ou brincar 30 minutos com o jogo favorito dela. Nesta altura podemos fazer a tabela em conjunto com a criança (por exemplo podem fazer no computador uma tabela, onde na 1.ª linha escrevem os dias da semana e a segunda linha fica em branco ; combinam o símbolo para “sim” –ex, um sorriso, uma boneco, um sol…- e um símbolo para “não” –ex, um smile triste, um boneco triste uma nuvem…- que depois colam conforme a situação).

Uma nota sobre as recompensas: estas são escolhidas pelos adultos, dentro dos gostos e interesses das crianças; pode ser um passeio, ver um filme, jogar a um jogo, convidar um amigo para brincar, … Não se deve recompensar com presentes ou comida, nem oferecer a escolha à criança (porque aí ficamos dependentes dela) mas sim a opção entre duas recompensas oferecidas por nós.
Ora bem, o sexto passo, depois de nos certificarmos que a criança compreendeu bem o que é esperado dela, é afixar em sítio visível (no frigorífico, num quadro de cortiça, …) e preencherem todos os dias.

Evite estar sempre a falar no quadro ou lembrar à criança; basta perguntar antes do jantar se os trabalhos estão feitos e assinalarem no quadro; a partir daí não é preciso falar mais sobre o quadro a não ser no fim-de-semana quando forem verificar se há recompensa ou não. Se não houver recompensa, diz-se à criança apenas que esta semana não vai haver porque não foi feito o que combinaram, mas que na próxima semana tem novamente hipótese de ganhar a recompensa.

Free Blue Baby Angel Creative Commons
Por Pink Sherbet Photography no Flickr

Isto não é uma fórmula para todas as crianças; algumas precisam de recompensas diárias, outras conseguem esperar mais tempo; nem sempre são fáceis de aplicar e os adultos têm de ser muito coerentes ou senão não funciona.

No próximo artigo vamos colocar um exemplo de uma tabela um pouco complexa para servir de exemplo.

501 maneiras para ser um bom pai

Setembro 23rd, 2009
Google Buzz

De regresso ao trabalho, encontro-me também de regresso à escola.

Foi-me dada a oportunidade de frequentar um curso de Formação em “Avaliação de Promoção de Competências Parentais”, ministrado pela Dra. Rute Agulhas. Embora ainda estejamos a meio do curso, já estou a retirar grandes proveitos e um deles vou partilhar aqui convosco.

Deixo-vos as “10 melhores coisas que pode dizer ao seu filho”, traduzido e adaptado pela Dra. Rute Agulhas, do livro “501 WAYS TO BE A GOOD PARENT : From the Frantic Fours to the Terrible Twelves”.

O melhor

  1. Tu foste sempre uma alegria na minha vida
  2. É bom contar o que nos acontece
  3. Estou muito orgulhoso de ti, estiveste tão bem!
  4. Eu disse não.
  5. Não há problema em chorar ou sentirmo-nos tristes ou assustados
  6. É normal errarmos e enganarmo-nos
  7. És muito esperto em teres-te lembrado disso/em teres feito isso
  8. Podes estar sem fazer nada
  9. Eu gosto de ti como tu és
  10. Eu amo-te

Há sempre situações todos os dias onde podemos dizer qualquer uma destas frases (às vezes até mais do que uma frase e mais do que uma vez). por isso toca de praticar.

Parentalidade e Problemas de Comportamento

Agosto 3rd, 2009
Google Buzz

O desenvolvimento humano tem lugar no contexto das teias de relações sociais e o curso de vida de um indivíduo é moldado pelos cursos de vida dos outros. Uma das relações mais íntima e influenciativa é a que ocorre entre pai e filho. Têm sido feitas algumas pesquisas pela comunidade científica com base na transmissão de comportamentos entre gerações, fundamentando provérbios populares como «filho de peixe sabe nadar», «quem sai aos seus não degenera» ou «tal pai, tal filho».

Esta hipótese da continuidade sugere que a maioria das crianças agressivas numa geração tende a ter as crianças mais agressivas da geração seguinte e a base para esta continuidade pode advir de várias fontes, desde a genética até à social ou à ambiental. Esta hipótese é extremamente difícil de testar pois os comportamentos agressivos tem de ser estabelecidos durante a infância e a adolescência das duas gerações.

Os resultados da maioria dos estudos efectuados indicam que as práticas parentais de jovens pais com os seus filhos podem ser previstas pelas que eles experimentaram enquanto filhos. Alguns autores afirmam que parte da explicação para os comportamentos dos pais pode assentar nas suas experiências como crianças.

Uma conclusão plausível que se pode tirar é a de que comportamentos de parentalidade e agressividade parecem ter influências recíprocas nos dois. Dentro das gerações, a agressividade nos jovens é muitas vezes seguida por uma parentalidade promotora de agressão, o que por sua vez parece contribuir para a agressividade nos seus filhos; assim, parentalidade e comportamento agressivo podem ser ligados através de 3 gerações.

Esta transmissão entre gerações é feita provavelmente através de aprendizagem social. Do ponto de vista da aprendizagem social, espera-se que as crianças adquiram uma abordagem aos métodos parentais através das muitas interacções com os seus próprios pais, o que conduz a uma ligação directa entre os modos de educar as crianças entre primeira geração e a segunda. Os processos que envolvam aprendizagem por observação e treino directo podem também ser responsáveis pelas associações entre parentalidade e agressividade na criança.

Um estudo (de um autor chamado Capaldi et al, 2003) mediu o conceito de práticas parentais através de:

- Análise das relações entre pais e filhos (a maneira como se relacionam descrita quer pelos próprios, quer pelos observadores);

- Disciplina (coerência ou inconsistência das práticas disciplinares);

- Monitorização efectuada pelos pais (supervisão das actividades e comportamentos dos filhos).

Este estudo concluiu que variações na raiva parental, hostilidade, envolvimento e suporte emocional, desempenham um papel chave no desenvolvimento de comportamentos nas relações sociais.

A transmissão intergeracional de estilos parentais é influenciada por factores como o género e os factores sócio-económicos. É específica no género, sendo mais evidente esta continuidade nos pais do que nas mães; o comportamento anti-social desempenha um papel mais importante no modelo para os pais e o estilo parental um papel mais poderoso no modelo para as mães. Problemas económicos também parecem afectar mais o modelo maternal, talvez porque são habitualmente as mães as primeiras prestadores de cuidados da criança e como tal a pobreza ou as dificuldades financeiras têm um impacto maior na sua relação com as crianças do que a relação dos pais, que não participam no envolvimento diário com as crianças.

Em resumo, a parentalidade na primeira geração afecta directamente a competência do indivíduo numa das ligações mais importantes, a ligação entre pai e filho, colocando a criança em risco para o desenvolvimento de comportamento anti-social devido a práticas parentais pobres. Contudo a transmissão de comportamentos anti-sociais que pode ser interrompida através de programas de intervenção que melhorem as práticas parentais. As vidas parecem realmente estar ligadas deste modo e os factores de risco, como o económico e a parentalidade estão claramente entre os elos que avançam o nosso conhecimento sobre a continuidade comportamental.

Hiperactividade – A importância de um diagnóstico

Abril 16th, 2009
Google Buzz

Existem alguns comportamentos nas crianças que, embora possam estar presentes na hiperactividade, não são por si só um diagnóstico de Hiperactividade; esse diagnóstico tem que ser feito através da consulta de um médico especialista (como um neurologista) e da recolha de vários dados (relatórios dos comportamentos realizados pelos professores, psicólogos, terapeutas, …).

A importância de um diagnóstico correcto evita o arrastar de situações e o recurso a medicamentos que não resolvem os problemas (os medicamentos servem para quando são realmente necessários, e não para remediar situações).

- A Ansiedade pode afectar a atenção de uma criança porque esta pode estar preocupada com outros assuntos que não a deixam concentrar, aparentando estar distraída; deve-se tentar perceber se ela também adopta este comportamento quando está descansada. Isto porque a ansiedade pode estar a ser desencadeada por situações que estejam a ocorrer na vida da criança, estando a criança com dificuldades em lidar com isso e em expressar os seus sentimentos.

- Os Comportamentos Disruptivos são uma questão frequente na escola, mas não são exclusivos de crianças com hiperactividade; estes comportamentos podem ocorrer quando as crianças se sentem frustradas, quando têm dificuldades em lidar com a autoridade ou quando procuram a atenção do adulto (para estes casos, a medicação para a hiperactividade não é adequada, podendo existir outras formas de controlo comportamental).

- As Dificuldades de Aprendizagem afectam o desempenho escolar em algumas áreas e como tal, a criança pode estar menos atenta na realização dessas tarefas ou mesmo adoptar um comportamento evitante, fugindo a este género de trabalhos.

Além de estes comportamentos, podemos nomear outro ainda que pode ser confundido com hiperactividade; daí a importância da criança ser vista como um todo (emocional, social, individual) para poder ser compreendida também no seu todo.

Sugestões

Março 18th, 2009
Google Buzz

Muitos pais e professores procuram constantemente formas de ajudar as suas crianças. De entre as frases mais utilizadas por todos estão “ele é muito distraído”, “ela está no mundo dela”, ” não presta atenção” ou “ não faz nada do que lhe digo”.  Assim, deixo aqui mais algumas sugestões para pais e professores trabalharem em conjunto com as crianças. 

Criança Atenta
Criança atenta (por cole24_) 

 Para trabalhar a atenção sugere-se, por exemplo:

- Estabelecer e realizar tarefas de forma rotineira;

- Evitar toda a fonte de estimulação que não seja o próprio material de aprendizagem; 

- Identificar sons do exterior que possam perturbar a criança;

- Retirar de cima da mesa todo o material que não seja necessário para a realização da tarefa e colocar a criança em lugares afastados o mais possível de estímulos ambientais (janelas, colegas faladores, …);

- As tarefas precisam de ser adaptadas ao seu interesse, de modo a motivá-la para a sua realização;

- As tarefas precisam de ser curtas, estruturadas e sequenciadas, com objectivos bem claros de forma a aumentar a sua motivação, ritmo de trabalho e períodos de concentração; 

- Divida as tarefas e entregue uma de cada vez;

- Seja breve e conciso nas ordens dadas;

- Monitorize regular e frequentemente o trabalho da criança;

- Recompense por um certo número de tarefas concluídas (tempo extra para fazer desenhos, menos trabalhos de casa,…).

 

Para trabalhar o comportamento sugere-se, por exemplo:

- Estabelecer regras bem claras e exigir o seu cumprimento;

- Dar atenção à criança quando esta mostra comportamentos adequados;

- Tentar que as recompensas e consequências tenham efeitos imediatos;

- Aumentar a percentagem de observações positivas em relação às negativas (3 para 1);

- Tentar isolar a criança das outras crianças quando se analisa um comportamento inadequado;

- Atribuir tarefas com responsabilidade de modo a que a criança sinta que tem um papel importante a desempenhar.

É um desafio recompensador educar crianças

Março 6th, 2009
Google Buzz

Colocaram-me uma questão que achei muito pertinente, pelo que vou partilhar a resposta na esperança de que possa dar ideias a outras pessoas e que outros possam também dar-nos novas ideias.

 É um desafio recompensador educar crianças; contudo, ocasionalmente surgem obstáculos que temos de ultrapassar; uma professora preocupada com os seus alunos, pede ideias para trabalhar em turma de 25 alunos com 3 crianças mais irrequietass a nível comportamental, que perturbam o desenrolar da aula.

Parece ser um grande (e longo) desafio pela frente! Compreendo que o trabalho em grande grupo (turma) é certamente difícil e as condições ambientais nem sempre são as melhores. Provavelmente, nestas situações vai ser necessário dar mais tempo para trabalhar os comportamentos e menos tempo para trabalhar a matéria (eu sei que os professores têm planos académicos para cumprir e isto é um esforço suplementar).

Não tenho a solução do problema, mas tenho algumas sugestões para lhe dar que já utilizámos noutras escolas. 

- Em primeiro lugar não desistir; juntem os professores que trabalham com a turma para conversarem em conjunto sobre esta questão de comportamento das crianças (como a nossa professora está a fazer): chegar em conjunto a um plano de acção comum; o que quer que decidam fazer e uma vez que esta questão é frequentemente transversal, necessitam de agir todos do mesmo modo, ou seja, os comportamentos a emendar devem ser os mesmos em todas as aulas, tal como as punições e as recompensas.

- Elaborem uma tabela que possam afixar nas salas, onde estejam as regras a cumprir, as recompensas e as punições, para as crianças saberem que comportamentos devem adoptar e quais não devem ter. Escolham apenas 2 ou 3 comportamentos que causem distúrbios e que querem mudar; foquem-se nesses e é sobre esses que utilizam uma tabela de comportamentos para controlar: um verde quando as crianças fazem (ou um sorriso) e um vermelho quando não fazem (ou uma cara triste). Ao atingirem um determinado número de certos, têm direito a recompensas (Ex: 3 certos distribuem os materiais de uma actividade e ajudam a professora a dirigir a actividade, 5 certos são eles que escolhem a actividade para a turma fazer e ajudam a professora a dirigir a actividade)

EX: vamos imaginar que escolhem como prioridade o “estar sentado” e o “participar no trabalho”. No fim da semana têm 4 certos e podem escolher entre duas actividades finais que a professora propõe.

Quando esses comportamentos estiverem controlados, podem passar a outros.

- Utilizem a estratégia do Time-out: 3 minutos fora da actividade, sentado numa cadeira, sem participar na actividade (pode colocar um relógio para tocar e a criança ficar a saber quando pode regressar); comece por tempos pequenos (1 ou 2 minutos) e vá posteriormente aumentando até aos 5 minutos.

- Dar atenção a 20 crianças é complicado e estarão todas mais agitadas do calor (no caso da nossa professora, estão cerca de 37 º, por ser em São Paulo, Brasil), mas é preciso ter especial atenção sobre essas 3 crianças e perceber quando vão interromper as actividades para evitar que os comportamentos escalem.

- Faça pequenos grupos e coloque uma criança responsável por cada grupo de trabalho, mudando o responsável todas as semanas (comece por uma que seja calma e que tenha uma boa relação com os colegas); esteja mais parte dos grupos onde estão essas crianças para poder controlar os grupos. Mais tarde, quando achar que as mais agitadas conseguem ser responsáveis deixe que o sejam (sempre mais perto do grupo delas).

Não sei como esta professor, que nos contacta, costuma organizar o trabalho, se implica movimentos ou é trabalho de mesa, mas se as crianças são agitadas poderá incluir dinâmicas de grupo para os deixar libertar a energia enquanto aproveita para dar significado a essa agitação. Por exemplo, se imitam barulhos de animais dê-lhe significado dizendo, por exemplo, “o João imita bem um leão, quem é que sabe imitar um gato?”, ou se correm pela sala faça pode dizer “está na hora de jogar às estátuas. Quando eu tocar um instrumento, vão todos ficar parados imitando uma estátua”. O objectivo para as crianças que têm problemas de comportamento é que quem manda é o adulto, e eles estão a fazer aqueles comportamentos porque o adulto quer e não porque eles querem.

Posso acrescentar que é um trabalho a longo prazo; já tivemos casos em que só ao fim de muitos meses é que os comportamentos estavam controlados. Contudo não dá para desistir: as atitudes que tomam têm de ser sempre as mesmas para as mesmas situações e todos os dias. Não digo que é fácil, mas vai-se conseguindo.

Digam-me como vai correndo e depois poderemos pensar em conjunto novas sugestões.

Boa Sorte :D

Sugestões para mudar comportamentos

Fevereiro 10th, 2009
Google Buzz

Há pouco tempo falávamos de comportamentos e de como, por vezes, podem constituir uma dor de cabeça. Assim ficam aqui algumas sugestões para utilizar quando queremos mudar um comportamento.

Pontos chave:

- Regras: precisam de ser claras e específicas, ou seja, dizerem muito claramente o que é permitido fazer e o que não se pode fazer. De preferência fazê-las pela positiva, como por exemplo: Em vez de dizer “- Não podes ir brincar, enquanto não arrumares as tuas coisas!”, prefira utilizar “- Depois de arrumares as coisas, podes ir brincar.”.

- Pequeno conjunto de regras: quanto mais forem, mais difícil será para a criança saber o que pode e o que não pode fazer; assim o ideal é começar com duas ou três de cada vez e quando essas tiverem interiorizadas, acrescentar novas regras.

- As regras precisam estar em acordo com todos os que as aplicam, de modo a que quando a criança faz a mesma pergunta à mãe, ao pai, aos avós, possam todos responder do mesmo modo (positivo ou negativo)

- As regras precisam de ser razoáveis e adequadas. Não vamos exigir a uma criança que começou a andar que faça o pino. Vamos primeiro perceber o que ela consegue fazer e subir um degrau.

- As regras precisam de ter um limite no tempo. Castigar durante uma semana por algo que ela fez na segunda-feira não vai adiantar muito quando for quarta-feira; não só a noção de tempo das crianças é diferente da nossa como, uma vez que já estão de castigo, não tem razão para comportarem-se bem. 

 

No próximo post vamos falar do que fazer quando o limite que foi imposto é ultrapassado: precisa de ter uma resposta adequada por parte do adulto. 

Sim, um castigo.

Meninos “maus”

Janeiro 21st, 2009
Google Buzz

O desenvolvimento de uma criança traz sempre mudanças no seu comportamento. 

Normalmente, todos pensamos que esse mesmo comportamento é problemático quando não vai ao encontro das nossas expectativas enquanto adultos, mas na verdade, um comportamento é considerado desadequado quando acontece frequentemente, quando é muito intenso e quando traz instabilidade para a criança e a família.

Por exemplo, uma criança de 2 anos poderá atirar-se para o chão, a gritar a bater com os pés no chão, porque lhe foi dito “não”; não será certamente um comportamento adequado mas, é provável que o faça; não o deve fazer aos 5 anos, pois tem já possui outras formas de se expressar (neste caso, de expressar o desagrado com a nossa decisão).

É aí que entra a importância dos limites.

 Viver em sociedade implica saber obedecer a regras e limites; todos nós obedecemos a alguém ou a algo: ao nosso chefe, ao polícia, ao tribunal… as regras e leis estabelecem o limite do nosso comportamento e ensinam-nos como viver em sociedade.

Os limites ensinam a criança a respeitar o próximo. Quando a criança sabe exactamente o que se espera dela e conhece os limites e as normas a cumprir, tem mais facilidade em corresponder.

Impor limites é saber dizer sim e não de forma positiva e coerente.