Jogos Web para as férias | parte 1 / 10

Junho 26th, 2009
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Tempo de férias já permite às crianças descansar das actividades escolares e ter mais tempo para brincar. O problema é o que fazer… ATL, casa de familiares, brincar na rua… Torna-se difícil encontrar soluções.

Vamos deixar aqui ao longo das semanas algumas sugestões de sites didácticos para crianças; embora exista algum receio hoje em dia em relação à utilização da internet pelas crianças, com estes sites basta uma atenção ocasional (para verificar que continuamos no mesmo site) pois todos os jogos que lá estão são adequados e os sites são fáceis de utilizar.

Esta é apenas a primeira parte. Durante 10 semanas vamos apresentar um novo sitío didáctico por semana numa série que irá acompanhar o Verão e tentar ocupar parte das férias dos seus filhos.

Cidade da Malta

cidadedamalta2

Este site tem vários conteúdos a pode ser utilizado inclusive por crianças até à pré-adolescência, algo difícil de encontrar. Tem várias temáticas, como espiritualidade, ciência e tecnologia, ambiente, comunicação, entre outros. No capítulo da Ciência tem inclusive uma parte dedicada à segurança na net (como navegar em segurança, evitando fornecer dados pessoais a estranhos).

(carregar na imagem para ir para o sitío)

Actividades para as férias/feriados

Junho 9th, 2009
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Que tal fazer uma actividade de culinária em família? Algo que seja simples de fazer e que ao mesmo tempo proporcione várias aprendizagens às crianças?

Bom, podemos aproveitar estes feriados (ou férias prolongadas para quem as tiver) para fazer uma pequena sobremesa e que demora cerca de 1 hora – pelo menos é o que temos demorado.

Esta receita serve desde os 5 anos até aos 10 anos e trabalha uma série de questões psicomotoras: Planeamento e Organização da tarefa, Sequenciação, Atenção, Motricidade fina e Cálculo.

A psicomotricidade pode ser definida como o campo que estuda e investiga as relações e as influências recíprocas entre psique e corpo, i.e., de que forma é que o movimento do corpo, os afectos e o intelecto integram as nossas experiências e aprendizagens, influenciando-se mutuamente. Por exemplo, o escrever a letra «p» envolve uma série de capacidades: a mão que segura a caneta (motricidade fina), o «desenhar sobre a linha (coordenação óculo-manual), a letra (memória longo-prazo) e movimento da caneta para fazer um traço vertical seguido de uma bolinha (orientação espacial). E nós nem pensamos nisso, mas para quem está a aprender a escrever é muita coisa ao mesmo tempo. Não vou alongar-me sobre as áreas psicomotoras (que são várias) mas importa dizer que são as experiências que nos transmitem conhecimentos e quanto mais novos somos, mais facilmente conseguimos aprender através do «fazer» do que apenas com teoria.

Então vamos lá.

A receita é para “Bolinhos de chocolate e côco†e precisamos de:

  • 200 g de açúcar
  • 1 Pacote de chocolate em pó (150g)
  • 2 Ovos
  • 1 Pacote de côco ralado (150g)
  • e ainda uma tigela, uma colher de pau, um prato e forminhas de papel (pode substituir estas por rectângulos grandes em papel de alumínio).

Esta receita dá para cerca de 35 bolinhas, conforme o tamanho destas.

Modo de fazer

Vestimos o avental (porque isto vai sujar) e colocamos em cima da mesa uma tigela, uma colher de pau e os ingredientes pela ordem acima dada.

Se a criança for mais velha (com 9 anos, mais ou menos), podemos colocar o pacote de açúcar, uma balança, o pacote de chocolate, uma caixa cheia de ovos e o pacote de côco, para que ela saiba qual a ordem pela qual colocamos os ingredientes na tigela (Organização da tarefa).

Pedimos para pesar o açúcar – podemos indicar qual a marca dos 200 para que ela possa pesar (cálculo) e colocar dentro da tigela; junta o chocolate em pó e mexe bem. Depois pedimos apenas 2 ovos dos 6 que lá estão (cálculo) e pedimos à criança para partir (se é uma primeira vez, segure na mão da criança para ajudar a mediar a força e não correr o risco de esmagar o ovo). Vamos sempre questionando a criança quanto ao que fazemos a seguir – basta ela olhar para a mesa que já sabe o que vem depois (sequenciação da tarefa).

Por fim ela coloca um pouco de côco num prato e deita o resto na tigela mexendo tudo muito bem com a colher de pau. Por esta altura a mistura de chocolate começa a ficar difícil de mexer com a colher, pelo que é preciso amassar: vamos meter as mãos dentro da tigela e mexer bem a mistura; depois de bem misturada é só fazer pequenas bolinhas com as mãos (motricidade fina), como se fosse plasticina. As bolinhas vão sendo colocadas nas formas de papel; se optar por quadrados de papel de alumínio, terá mais tarde que fechar os embrulhos como se fossem rebuçados.

Transformada toda a massa em bolinhas, vamos lavar as mãos e voltamos ao trabalho: vamos passar metade das bolinhas (cálculo) pelo côco que espera no prato. Por fim colocamos numa travessa e vai ao frigorífico para mais tarde comermos. Não esquecer que só acabamos quando a loiça está lavada.

Se a criança é mais pequena, diminuímos algumas etapas: colocamos o açúcar já pesado numa tigela pequena, os dois ovos num prato, colocamos o número de formas certas (se ainda não aprendeu a fazer contas) enfim,  tudo a um nível que a criança consiga atingir.

Espero que se divirtam juntos e que tenham uma boa sobremesa.

Feriados deliciosos para todos.

O chapéu da tia-avó Emília

Maio 26th, 2009
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A Emília estava aborrecida.

Na verdade, estava mais do que aborrecida, estava entediada, enfastiada, enfadada, … enfim todas as palavras do dicionário que queriam dizer que estava bastante chateada porque não tinha nada com que se entreter. A mãe e o pai estavam a trabalhar, os avós moravam longe, os primos eram mais velhos e já não se interessavam por brincadeiras e a melhor amiga estava doente.

A televisão era uma seca, os jogos estavam todos ultrapassados e as bonecas tinham sido colocadas de lado. Nada para fazer. Bem que a Emília tentava ocupar-se: sentava-se em cima da cama, deitava-se no sofá, ia à cozinha beber um copo de água, mas por mais que quisesse o tempo não passava.

Até que alguém tocou à campainha. Quando a Emília chegou à porta e espreitou pelo buraco não viu ninguém. Quer dizer, não estava lá ninguém, mas estava lá alguma coisa, porque quando abriu a porta estava uma embalagem no chão. Cheia de selos. Teria sido o carteiro que a teria lá deixado?

Emília trouxe a embalagem para dentro de casa e viu que a morada lá escrita era a sua. Mais interessante, era o seu nome que estava lá escrito. Embora muito curiosa, esperou que a mãe chegasse a casa para abrir o pacote (custou-lhe muito, os dedos tinham tanta comichão que só queriam abrir a embalagem para ver o que lá estava). Assim que a Emília ouviu o barulho da chave na porta, correu para a entrada com a embalagem na mão.

- Mãe, mãe, vê o que é isto! – Disse logo a Emília, mal dando tempo à mãe para pousar a mala; depois de um beijo e de um abraço, a mãe segurou no pacote e leu o que lá dizia.

- Foi a tua tia-avó Emília que te enviou esta embalagem. Abre para vermos o que está lá dentro.

E lá dentro estava… um chapéu. Grande. Com abas enormes. E uma flor azul. Que estranho! Afinal quem era tia-avó Emília e porquê um chapéu?

A mãe foi buscar o álbum das fotografias; lá estava a tia-avó (que era irmã da avó da Emília) muito bonita, nas fotografias. Aliás, a Emília chamava-se assim por causa desta tia-avó, de quem a mãe gostava muito e que, dizia-se, tinha sido muito aventureira. E até havia uma foto desta Emília mais velha com o tal chapéu na cabeça (e parecia que estava bem contente, com um grande sorriso).

A Emília mais nova pegou no chapéu e foi até ao seu quarto. Olhou para o chapéu grande, com abas enormes e uma flor azul. Revirou-o na sua mão, espreitou para dentro dele, cheirou a flor (que estranhamente, apesar de ser falsa, tinha um certo perfume) e colocou-o na cabeça.

Assim que o fez foi dar consigo a guiar um avião (daqueles pequeninos de dois lugares). Voava bem alto e a uma grande velocidade.

- E agora, o que faço? Não sei guiar aviões, até hoje só guiei a bicicleta!

Mas a verdade é que o avião ia muito bem; até parecia que a Emília já tinha feito isto muitas vezes. Ao fim de algum tempo, a Emília começou a descontrair-se; afinal não era assim tão difícil. Se calhar até podia ser piloto de aviões quando fosse grande. Assim que acabou de pensar no seu futuro, acendeu-se uma luz vermelha e ouviu-se um apito; então, um dos motores começou a tossir (parecia um pouco constipado). O avião estava a ficar sem combustível para voar, o que não era nada bom. A Emília tinha de aterrar depressa senão o avião corria um grande risco de cair. A sorte é que um pouco mais à frente havia um grande espaço para aterrar, sem nenhuma árvore.

Começando a descer, com as mãos muito firmes e o coração muito apertado, a Emília aterrou o avião sem ninguém ficar ferido (nem ela, nem o avião).

- Foi por pouco. E agora, sem avião como volto para casa?

Saltando do avião, começou a andar em direcção a um lago que tinha visto mais à frente, antes de aterrar. Ao chegar mais perto viu que existia lá um acampamento com duas tendas, uma fogueira e um carro. “Estou salva†pensou ela. Mas ao chegar mais perto ouviu um som de arrepiar, um grito que lhe colocou os cabelos em pé. Parou imediatamente. “Se calhar não é um bom lugar para pedir ajudaâ€. Seguido do grito, começou a ouvir um choro; curiosa, foi aproximando-se muito devagar para tentar compreender o que se passava. Assim que chegou perto da última árvore, viu que o choro vinha de um leão. Um enorme leão! Mesmo assustador.

Este leão estava fechado numa jaula. De repente, o leão começou a cheirar o ar e disse

- Quem está aí? Não te conheço. Mostra-te!

Um pouco assustada e sem conseguir desobedecer, a Emília saiu detrás da árvore.

- Quem és tu? – Perguntou o leão. Não te tinha visto antes.

A Emília apresentou-se e conversou com o leão, descobriu que este tinha sido capturado quando estava a tomar conta da selva, para ser vendido a homem com muito dinheiro que o queria meter numa jaula no jardim da casa; o problema do leão é que ninguém sabia que ele estava ali e não havia mais ninguém para tomar conta dos outros animais (afinal, era ele o rei da selva). Com muito cuidado e olhando em volta para ver se não estava lá mais ninguém, a Emília aproximou-se da jaula a abriu-a. O leão saltou imediatamente cá para fora e rugiu de agradecimento. Ao fazer isto, os caçadores que estavam a dormir na tenda ouviram e saíram para fora.

- Depressa, foge! – Disse a Emília.

- Sobe para cima de mim, agarra-te à minha juba e vamos embora. – Respondeu o leão.

Bom, a ideia não agradava muito à Emília, mas assim que viu os caçadores à procura das armas, correu imediatamente para cima do leão e partiram os dois o mais depressa possível.

Andaram um dia e uma noite até chegarem a casa do leão. Claro que a Emília foi muito bem recebida por todos os animais. Era uma heroína. Houve uma grande festa, com comida para todos. O rei tinha voltado para casa. Infelizmente, não era casa da Emília. E por mais que ficasse contente por estarem bem, estava também triste por não poder voltar para casa.

O leão, muito inteligente, reparou que a Emília tinha os olhos tristes e perguntou-lhe porquê. A Emília contou-lhe: gostava de estar ali, mas gostaria muito de voltar para casa, só que não podia porque o avião onde tinha vindo não podia voar.

- Como recompensa pela tua coragem ao ajudar-me a fugir dos caçadores, vou ajudar-te. No cimo daquela montanha existe uma gruta mágica que poderá resolver o teu problema. Só tens que saber o queres pedir e a gruta dá-te. Vou pedir ao elefante que te leve até lá.

Subindo pela tromba do elefante, a Emília sentou-se nas suas costas e foi até à montanha. Ao chegar lá desceu, agradeceu ao elefante pela viagem e foi procurar a gruta. Depois de muito andar, subir, descer e olhar, lá encontrou um buraco na montanha onde cabia apenas uma pessoa.

- Deve ser este o sítio. Vou entrar e pedir. Quero que o avião voe para voltar para casa.

Imediatamente surgiram duas asas aos seus pés.

- Não, não é isto que quero. Quero uma coisa para fazer o avião andar! – Duas rodas apareceram aos pés dela.

- Não, não estão a perceber. Bolas! – E várias bolas apareceram: umas grandes e azuis, outras pequenas e amarelas, outras ainda de futebol.

Não, por favor, eu só quero voltar para casa. – E duas portas surgiram em frente a ela. “Será que é isto?†pensou. E estendendo as mãos, abriu as portas. Assim que o fez saiu da dispensa da sua casa directamente para o corredor.

Que alívio!

A mãe andava à sua procura para ir tomar banho antes de jantar. Tirando o chapéu da cabeça, a Emília arrumou-o achando que o seu dia de hoje já tinha sido muito comprido. O melhor era experimentar novamente o chapéu noutro dia. Quem sabe até onde poderia ir dessa vez?

Aos pais

A criatividade e a fantasia são essenciais para as crianças crescerem; ajuda-as a pensar, a inventar, a experimentar e a descobrir soluções diferentes das que estamos habituados. As maiores invenções da humanidade podem estar na cabeça da sua criança. Estimule a sua criatividade através de improvisos de teatros e histórias, de jogos e brincadeiras.

Dia da Criança

Maio 21st, 2009
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Está a chegar o Dia da Criança.

Temos aqui uma ideia para comemorar esse dia; lembramo-nos de fazer um jogo e quando digo fazer, é no verdadeiro sentido da palavra, como em trabalhos manuais.

Reúna a família, junte tesouras, cola, cartolina, papel autocolante transparente. Depois imprima o jogo que está no fim e construam a nossa versão do famoso “Party“, ou seja, o Party Infantil. Dá para jogar 2 a 4 jogadores, fazer equipas, como quiser. As idades começam nos 7/8 anos e vão por aí adiante.

party_infantil_tabuleiro

Eu já o construí e utilizei. Prometo que vale o trabalho.

Divirtam-se e boas jogadas

Instruções “Partyâ€

1.º) Imprima as duas primeiras folhas; estas representam o tabuleiro. Recorte, junte as duas e cole numa cartolina; depois pode forrar com papel autocolante transparente.

2.º) A terceira folha tem um dado para recortar e colar, bem como os cartões dos pontos e as imagens dos cartões correspondentes a cada ponto.

3.º) Existem 4 tipos de categorias: Mímica, Palavras Proibidas, Desenho e Perguntas. Existem 2 folhas de cada tipo de perguntas para imprimir; nas costas das folhas imprima a capa correspondente.

4.º) Os cartões podem ser plastificados em máquina própria (se conhecer alguém que tenha é óptimo) ou com plástico de forrar os livros.

6.º) Pode colocar um pouco de velcro nos cartões dos pontos para colar lá o cartão correspondente à categoria da pergunta.

5.º) Pode fazer os peões com bonecos, peões de outro jogo, botões,…

6.º) Precisa de um dado regular (pode pedir emprestado a outro jogo que tenha em casa)

party_infantil_pecas

Como jogar:

Colocam-se os peões na casa da partida. O primeiro a jogar lança o dado (normal ou do jogo). Conforme a casa onde calha, faz-se a pergunta da categoria correspondente. Se acertar continua a jogar até não saber responder, passando a vez ao outro jogador. Só ganha o cartão para colar no cartão dos pontos quando acertar na pergunta da casa branca correspondente a cada categoria, em cada canto.

Quando completar o cartão dos pontos (amarelo) , tem de jogar o dado até regressar à casa da partida. Aí, lança o dado do jogo e tem de responder certo à categoria que calhar

Ganha quando acertar a pergunta final.

Material

Tudo o que precisa é deste PDF do Party Infantil com o material e depois do divertido trabalho manual, é só jogar.

Um mano mais novo

Março 26th, 2009
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O David tinha um irmão mais novo que o seguia para todo o lado. 

No início era muito engraçado, ver o mano sempre atrás dele quando ia da sala para o quarto, do quarto para a cozinha, … mas ao fim de algum tempo, o David estava a ficar cansado de ter sempre o seu mano atrás de si. Quando o David estava a estudar, o mano trazia os carros e fazia barulho; quando estava a lavar os dentes, o mano ia buscar a sua escova de dentes e colocava-se ao seu lado a lavar os dentes; até quando estava a brincar com os seus amigos, o mano andava atrás dele.

O David nunca pensou que o seu pedido tivesse este resultado; é que ele tinha pedido muito aos pais para ter um mano, mas… não era isto que ele tinha pensado. Na verdade, ele queria um irmão mais velho que jogasse à bola com ele (o mano não conseguia dar grandes pontapés na bola), que lhe fizesse companhia na escola (o mano ainda estava a aprender as cores), que dividisse os castigos com ele (os pais diziam que o mano era muito pequeno e não sabia o que fazia).

Não, não era nada disto que ele tinha pensado! E agora não podia fazer nada. Não havia nenhuma loja onde se conseguisse trocar um mano mais novo por outro, mais velho, a estrear.

Então um dia, enquanto remexia no sótão (escondido lá, para o mano não o encontrar), encontrou uma arca cheia de velharias; lá dentro estava uma caixa com uma fechadura. O David procurou a chave por todo o lado até a descobrir. Quando abriu a caixa, depois de espirrar por causa do pó, saiu de lá de dentro um homenzinho muito pequeno (do tamanho de uma mão aberta), vestido de uma forma engraçada e, imaginem só, azul! Mesmo azul, da cabeça aos pés (e não falo da roupa). O homenzinho agradeceu ao David e perguntou-lhe se o podia ajudar em troca do favor que o David lhe tinha acabado de fazer. O David disse logo que sim, claro que podia. E se ele pedisse ao homenzinho para que o irmão deixasse de andar atrás dele o dia todo? O homenzinho respondeu-lhe que sim, que amanhã o irmão já não andaria o dia inteiro a segui-lo. O David mal podia esperar pelo próximo dia.

Quando acordou no dia seguinte viu que o irmão não estava na cama dele. Espreitou pela casa todo e nada. Uau! Não tinha mais o irmão atrás dele, nem a derrubar as suas construções, nem a atrapalhar os seus jogos.

O dia foi passando para o David, mas havia qualquer coisa estranha: ele não conseguia perceber porquê, mas não conseguia entreter-se com nada: o computador não tinha piada, fartava-se rapidamente dos carros e nem à bola lhe apetecia jogar.

Bem, a verdade é que sentia algumas saudades do mano, porque às vezes ele até tinha graça; estava sempre pronto para brincar ao que o David queria, ria sempre das suas palhaçadas e até era engraçado ensiná-lo a jogar (mesmo porque o David ganhava sempre os jogos, a não ser que quisesse mesmo perder).

Ao fim do dia, o David já estava arrependido; se calhar era melhor ter um irmão pequeno atrás dele do que nenhum; e depois ele haveria de crescer e deixar de ser trapalhão e começar a ir para a escola (e a ter trabalhos de casa). Voltou ao sótão para ter uma nova conversa com o homenzinho azul. Mas a caixa estava vazia e não estava lá mais ninguém. E agora? Se não encontrasse o homenzinho nunca mais veria o irmão. E os pais? Iam ficar tristes. Como é que ele ia resolver isto? 

Pensou, pensou e tornou a pensar. Mas nada! Por mais voltas que desse não conseguia encontrar uma solução. Estava tão concentrado que chegou rapidamente a hora do jantar e a mãe foi chamá-lo para a mesa. Sem saber como ia dizer aos pais que o mano nunca mais voltava, muito triste, lá desceu para jantar.

Quando estava a chegar à porta, sentiu algo a agarrá-lo; qual não era o seu espanto quando viu o mano de volta dele. Então o que tinha acontecido? Como é que o mano voltou a aparecer? Que grande confusão! 

Afinal o mano tinha ido de manhã muito cedo levar as vacinas e depois tinha ido passear com o avô. Só tinham voltado à tarde, mas o David estava no sótão tão concentrado que não os tinha ouvido chegar.

O David ficou tão contente e tão aliviado! Nunca mais voltava a pedir que o mano fosse embora (por mais chato que o mano pudesse ser).

 

Aos pais:

É habitual existirem atritos entre irmãos, em particular quando os interesses de cada idade não são os mesmos. Normalmente não é preocupante e mais tarde ou mais cedo eles acabam por ultrapassar as divergências. Os pais podem ajudar ao bom entendimento descobrindo actividades que todos gostem de fazer em família, com oportunidade para todos participarem (jogos de equipa, jogos de tabuleiro, passeios a museus ou bibliotecas). Aproveitem o tempo para se divertirem (e tirem fotos para mostrar).

Todos os dias são dias do Pai

Março 4th, 2009
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Tal como o conceito de família é dinâmico e está em mudança desde que foi definido, o papel do pai tem vindo a mudar com os anos. Se já se passou pela fase em que os filhos eram propriedade do pai (com as mães quase sem direitos), passamos também a fase em que o pai é apenas o suporte financeiro da família, já que muitas das mulheres trabalham (para dividir as despesas da família, para gratificação pessoal ou por qualquer outra razão). Ao seu papel de autoridade é agora adicionado o de «fornecedor de carinho», sendo que participam na vida das crianças cada vez mais, brincam com elas, actuam na sua educação e formação.

Pai e Filho em Lição de Surf (por mikebaird)
Pai e Filho em Lição de Surf (por mikebaird)

O papel do pai é muito importante no desenvolvimento das suas crianças: não só complementa como reforça o modelo dado pela mãe, no qual os dois assumem os papéis de autoridade (impõe regras e punições) e dos afectos (carinhos e recompensas). As brincadeiras são mais activas, ajudando a criança a explorar o mundo e a relacionar-se com os outros. 

Definindo em conjunto como querem educar os seus filhos, os pais reforçam os seus laços enquanto casal e dão aos seus filhos um modelo um crescimento saudável e harmonioso.

A relação do pai com a criança é fundamental. Arranje tempo para estarem juntos; embora possa ser difícil conjugar rotinas e horários, é recompensador. 

Pai a ensinar filho (por KellyB.)
Pai a ensinar filho (por KellyB.)

Aqui ficam algumas ideias para fortalecer a relação:

- Participe na vida da criança: dê biberão, troque fraldas, dê comida, ajude a fazer os trabalhos de casa, … não se sinta posto de parte nem se deixe ficar à parte.

- Esteja presente: saiba quem são os melhores amigos dos seus filhos, como se chamam os seus professores, a que horas são as suas actividades, … o pai não é só para resolver problemas e arranjar soluções. As conversas correm mais facilmente quanto mais se souber sobre a vida dos nossos filhos.

- Balanço positivo: aumento de tempo na vida familiar implica menos tempo na vida profissional, o que nem sempre é fácil; provavelmente vai ter de experimentar várias maneiras antes de conseguir conciliar horários.

- Não se afaste: mesmo quando a vida do casal não corre bem e independente das razões que possam levar à separação, a criança precisa de ambos. O tempo que passa com os filhos deve proporcionar a ambos momentos agradáveis mas também deve ser dedicado a tarefas que não agradam às crianças (como os trabalhos de casa, ou arrumar os brinquedos/quarto).

Jogo das Emoções

Fevereiro 16th, 2009
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Instruções

Imprima 2 cópias, recorte e cole numa cartolina.

Thumb jogo da memória

Para o material durar mais, pode plastificar com papel autocolante. 

Baralhe as cartas e coloque-as viradas para baixo numa fila de 5 (4 cartas por coluna). Joga um de cada vez e vira duas cartas para cima. Se forem iguais, ganha, retira e joga novamente. Se não forem iguais, volta a virar para baixo e joga o outro.


Podemos aproveitar para falar sobre as emoções escritas nas cartas. Por exemplo, quando se faz um par, podemos contar um acontecimento em que tenhamos sentido essa emoção.

Ex: carta “Preocupadoâ€: a última vez que fiquei preocupada foi quando…


Material

Jogo da Memoria (pdf)

 

Aos Pais

Este jogo trabalha duas capacidades:  a de memória (a criança tem que recordar em que posição viu a carta par da que está a virar) e as emoções, ao pensar e falar sobre as mesmas. 

Bons Jogos