Ansiedade

Agosto 31st, 2011
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Dor de barriga, palpitações, suores, … quem ainda não sentiu ansiedade em alguma situação na sua vida? Acontece a todos, de pequenos a grandes.

Nas crianças é comum sentirem ansiedade, em particular quando enfrentam situações novas, tal como a entrada para a escola ou o regresso à mesma. Dificuldades em dormir, em comer ou mesmo frases de recusa em ir à escola não são de surpreender. (Ver Ansiedade: o «nervoso miudinho»).

A preocupação deve surgir quando ainda acontece ao fim de pelo menos um mês e traz stress/sofrimento à criança; alguns dos sintomas podem ser a dificuldade em separar-se dos adultos significativos, em estar sozinha ou ir para outros locais sem os adultos, a preocupação em perder os adultos (que aconteça alguma coisa à criança, como perder-se, ou ao adulto), os pesadelos, entre outros sintomas.
Neste cenário, fará bem considerar procurara ajuda de um especialista em saúde infantil, como um pediatra, psicólogo ou pedopsiquiatra – alguém em quem confie.

Entretanto, pode ir ajudando a diminuir a ansiedade, falando com a criança sobre os seus receios e tranquilizando-a, de modo a que ela se sinta segura.

Por exemplo, crie uma rotina quando vai buscar a criança à escola e caso haja alterações, ligue para a escola e peça para avisarem a criança que vai chegar mais tarde ou será outra pessoa – o avô, a irmã mais velha, o tio, a ir buscá-la.


Fique com a criança 5 minutos antes desta adormecer, lendo uma história ou conversando, para a prepara para o sono.

Incite a criança a ser autónoma e independente, sem a forçar (não aumentar a ansiedade).

Ansiedade: o «nervoso miudinho»

Abril 28th, 2010
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Com o aproximar do final do ano lectivo (este 3.º período é muito curto) vem a ansiedade do “será que vou passar de ano?”, “será que vou ter boas notas?”, “como vai ser a nova escola para o ano?” ,…
Todos nós experienciamos períodos nos quais sentimos ansiedade e insegurança e como tal, é natural que as crianças (e adolescentes) também os experienciem. Faz parte da vida e não os podemos evitar.

A este sentimento de insegurança chama-se ansiedade e pode exprimir-se a nível:
- Psicológico: inquietação, medo, cansaço, dificuldades de concentração, irritação, dificuldades de sono,…
ou
- Físico: coração acelerado, “borboletas no estômagoâ€, tensão muscular, tonturas, diarreias, suores, …

Trata-se de uma reacção normal a alguns acontecimentos; para alguns é o enfrentar de uma situação nova, tal como o primeiro dia de escola ou de trabalho, para outros pode ser o de se expor perante os pares e colegas ou ainda os testes e avaliações que temos de fazer.
É a maneira que o nosso cérebro tem para nos avisar que estamos perante uma situação que pode ser perigosa e de nos deixar alerta para podermos assumir o controle da situação; dá-nos adrenalina para prosseguir.

A ansiedade só se torna perigosa quando começa a impedir-nos de fazer as rotinas normais da nossa vida e se transformam em fobias (medos irracionais de objectos ou situações) ou em ataques de pânico (manifestação física de sensação de asfixia e medo de morrer) e nos começam a impedir de frequentar lugares ou de fazer algumas actividades que eram habituais. Nestes casos, o melhor é procurar ajuda para podermos recuperar o controlo sobre as nossas vidas.

Deixamos aqui algumas sugestões para diminuir a ansiedade:

• Diminuir o consumo de café: é um óptimo estimulante, mas o levantar 5 minutos mais cedo e espreguiçar-se, bem como o sentar-se à mesa para tomar o pequeno-almoço, ajuda a descontrair e dá-lhe um tempo extra para acordar.

• Sair de casa mais cedo: 10 minutos podem ser o suficiente para um imprevisto no trânsito e impedir que fique ansioso quando está parado no trânsito.

• Planificar o trabalho: estabelecer tarefas e priorizá-las ajuda a prevenir os esquecimentos (que depois nos forçam a ficar mais tempo) a dar uma maior sensação de controlo sobre a nossa vida (e não de que é o trabalho que nos controla). Uma secretária com fotografias do seu agrado ou plantas também ajuda a tornar o local mais agradável (já que passamos um terço do nosso dia lá)

• Fale: esclareça, de forma assertiva o que as situações que trazem preocupações com as pessoas certas, i.e., com aquelas que podem mudar as situações; adiar os conflitos só aumenta o sentimento de impotência e ansiedade.

• Relaxe: uma boa técnica de relaxamento consiste numa contracção sistemática dos principais músculos do corpo, seguida de uma distensão. Para isso instale-se num lugar tranquilo, descalço e vestido confortavelmente; em seguida deite-se de costas, braços ao longo do corpo e com as palmas das mãos viradas para cima. Inspire profundamente, retenha a respiração durante alguns segundos e expire lentamente; contraia com a maior força possível os músculos da cara durante 5 segundos e depois descontraia. Faça o mesmo com os músculos dos ombros, dos braços, das mãos, até aos dedos dos pés. Por último permaneça imóvel durante alguns minutos imaginando algo de agradável.

• Sono: uma boa noite de sono recarrega as baterias para o dia seguinte, portanto evite jantares pesados, leia confortavelmente um livro antes de deitar, tenha o quarto bem arejado e a uma temperatura agradável.

Hiperactividade – A importância de um diagnóstico

Abril 16th, 2009
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Existem alguns comportamentos nas crianças que, embora possam estar presentes na hiperactividade, não são por si só um diagnóstico de Hiperactividade; esse diagnóstico tem que ser feito através da consulta de um médico especialista (como um neurologista) e da recolha de vários dados (relatórios dos comportamentos realizados pelos professores, psicólogos, terapeutas, …).

A importância de um diagnóstico correcto evita o arrastar de situações e o recurso a medicamentos que não resolvem os problemas (os medicamentos servem para quando são realmente necessários, e não para remediar situações).

- A Ansiedade pode afectar a atenção de uma criança porque esta pode estar preocupada com outros assuntos que não a deixam concentrar, aparentando estar distraída; deve-se tentar perceber se ela também adopta este comportamento quando está descansada. Isto porque a ansiedade pode estar a ser desencadeada por situações que estejam a ocorrer na vida da criança, estando a criança com dificuldades em lidar com isso e em expressar os seus sentimentos.

- Os Comportamentos Disruptivos são uma questão frequente na escola, mas não são exclusivos de crianças com hiperactividade; estes comportamentos podem ocorrer quando as crianças se sentem frustradas, quando têm dificuldades em lidar com a autoridade ou quando procuram a atenção do adulto (para estes casos, a medicação para a hiperactividade não é adequada, podendo existir outras formas de controlo comportamental).

- As Dificuldades de Aprendizagem afectam o desempenho escolar em algumas áreas e como tal, a criança pode estar menos atenta na realização dessas tarefas ou mesmo adoptar um comportamento evitante, fugindo a este género de trabalhos.

Além de estes comportamentos, podemos nomear outro ainda que pode ser confundido com hiperactividade; daí a importância da criança ser vista como um todo (emocional, social, individual) para poder ser compreendida também no seu todo.

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