Ansiedade: o «nervoso miudinho»

Abril 28th, 2010
Google Buzz

Com o aproximar do final do ano lectivo (este 3.º período é muito curto) vem a ansiedade do “será que vou passar de ano?”, “será que vou ter boas notas?”, “como vai ser a nova escola para o ano?” ,…
Todos nós experienciamos períodos nos quais sentimos ansiedade e insegurança e como tal, é natural que as crianças (e adolescentes) também os experienciem. Faz parte da vida e não os podemos evitar.

A este sentimento de insegurança chama-se ansiedade e pode exprimir-se a nível:
- Psicológico: inquietação, medo, cansaço, dificuldades de concentração, irritação, dificuldades de sono,…
ou
- Físico: coração acelerado, “borboletas no estômago”, tensão muscular, tonturas, diarreias, suores, …

Trata-se de uma reacção normal a alguns acontecimentos; para alguns é o enfrentar de uma situação nova, tal como o primeiro dia de escola ou de trabalho, para outros pode ser o de se expor perante os pares e colegas ou ainda os testes e avaliações que temos de fazer.
É a maneira que o nosso cérebro tem para nos avisar que estamos perante uma situação que pode ser perigosa e de nos deixar alerta para podermos assumir o controle da situação; dá-nos adrenalina para prosseguir.

A ansiedade só se torna perigosa quando começa a impedir-nos de fazer as rotinas normais da nossa vida e se transformam em fobias (medos irracionais de objectos ou situações) ou em ataques de pânico (manifestação física de sensação de asfixia e medo de morrer) e nos começam a impedir de frequentar lugares ou de fazer algumas actividades que eram habituais. Nestes casos, o melhor é procurar ajuda para podermos recuperar o controlo sobre as nossas vidas.

Deixamos aqui algumas sugestões para diminuir a ansiedade:

Diminuir o consumo de café: é um óptimo estimulante, mas o levantar 5 minutos mais cedo e espreguiçar-se, bem como o sentar-se à mesa para tomar o pequeno-almoço, ajuda a descontrair e dá-lhe um tempo extra para acordar.

Sair de casa mais cedo: 10 minutos podem ser o suficiente para um imprevisto no trânsito e impedir que fique ansioso quando está parado no trânsito.

Planificar o trabalho: estabelecer tarefas e priorizá-las ajuda a prevenir os esquecimentos (que depois nos forçam a ficar mais tempo) a dar uma maior sensação de controlo sobre a nossa vida (e não de que é o trabalho que nos controla). Uma secretária com fotografias do seu agrado ou plantas também ajuda a tornar o local mais agradável (já que passamos um terço do nosso dia lá)

Fale: esclareça, de forma assertiva o que as situações que trazem preocupações com as pessoas certas, i.e., com aquelas que podem mudar as situações; adiar os conflitos só aumenta o sentimento de impotência e ansiedade.

Relaxe: uma boa técnica de relaxamento consiste numa contracção sistemática dos principais músculos do corpo, seguida de uma distensão. Para isso instale-se num lugar tranquilo, descalço e vestido confortavelmente; em seguida deite-se de costas, braços ao longo do corpo e com as palmas das mãos viradas para cima. Inspire profundamente, retenha a respiração durante alguns segundos e expire lentamente; contraia com a maior força possível os músculos da cara durante 5 segundos e depois descontraia. Faça o mesmo com os músculos dos ombros, dos braços, das mãos, até aos dedos dos pés. Por último permaneça imóvel durante alguns minutos imaginando algo de agradável.

Sono: uma boa noite de sono recarrega as baterias para o dia seguinte, portanto evite jantares pesados, leia confortavelmente um livro antes de deitar, tenha o quarto bem arejado e a uma temperatura agradável.