South Park e maus comportamentos

Março 11th, 2011
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Chegamos ao fim da análise do elaborado episódio do South Park.

Como acontece com vários episódios destes desenhos animados, têm sempre material sério na sua base, permitindo a reflexão sobre assuntos importantes com humor e diversão, da qual esperamos ter apresentado informações que nos permitam melhorar.

Em muitas ocasiões, como é o caso deste episódio, foi possível retirar informação complexa do que pode provocar problemas de comportamento em crianças e que abordagens podem (ou não) resultar.

Esperamos que os artigos de análise tenham ajudado a compreender estas abordagens e a informação que o episódio pretendia transmitir.

Aqui fica a listagem dos vários artigos para fácil navegação:

  1. Problemas de comportamento: um olhar diferente
  2. Treino comportamental… ou não
  3. Maus-tratos (?)
  4. Pais e amigos

Finalmente, apresentamos o episódio completo em seguida, podendo-o ver por inteiro no sitio do South Park. É bem divertido:

Pais e amigos

Março 9th, 2011
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Terminamos hoje a análise do episódio de South Park. Neste último trecho apresenta-se a questão dos filhos serem nossos amigos em vez de filhos: tal como as crianças procuram crianças da sua idade para brincar e fazer amizades, também os adultos o fazem com os da sua idade. A relação com os filhos é em primeiro lugar de pais porque eles precisam de nós como pais, figuras que protegem do mundo mas também que impõe as regras e a autoridade. Amigos encontram-se principalmente entre os seus pares.

Há perigo de fazer dos filhos os nossos amigos, contando-lhes a nossa vida: forçamo-los a crescer mais depressa, não correspondem ao que os adultos precisam porque não tem um nível de compreensão e de experiência de vida que permita a compreensão dos problemas e ficam preocupados com os problemas dos adultos, o que muita vez se traduz em dificuldades na escola (porque já têm a cabeça cheia com outras questões).

O nivelar da relação retira também a autoridade ao adulto, pois a criança vê-o como um igual em vez de alguém com poder de o recompensar ou de o fazer assumir as responsabilidades. As crianças sentem conforto em saber que os pais estão disponíveis para elas, para as guiar e ajudar.

Este é um artigo numa série sobre um episódio dos desenhos animados South Park.
Os anteriores artigos são:

  1. Problemas de comportamento: um olhar diferente
  2. Treino comportamental… ou não
  3. Maus-tratos (?)

Maus-tratos (?)

Fevereiro 16th, 2011
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O processo da mudança nem sempre é fácil, até porque as situações pioram antes de melhorar. Quando alteramos as nossas respostas e o nosso estilo de vida, estamos também a alterar o da criança (tentamos sempre que essa alteração seja positiva porque queremos sempre o melhor para os seus filhos).
No inicio a criança não vai querer, vai ficar apreensiva e provavelmente nem vai gostar da mudança; vai “lutar†para que essa mudança não aconteça.
Como o faz? Testa as nossas decisões para ver se nos mantemos firmes ou se mudamos de ideias.

Na continuidade do episódio de que temos estado a falar, a criança foge de casa pois acha que a mãe vai ficar preocupada e arrepender-se das decisões tomadas; assim, quando volta diz à mãe que lhe vai dar mais uma oportunidade (tenta ser ela a controlar a situação); como esta não altera os comportamentos, pelo contrário, insistindo nas novas regras, a criança chantageia, avisando que vai denunciar a situação às autoridades pois considera este estilo saudável como maus-tratos.

Este é um artigo numa série sobre um episódio dos desenhos animados South Park.
Os anteriores artigos são:

  1. Problemas de comportamento: um olhar diferente
  2. Treino comportamental… ou não

Treino comportamental… ou não

Fevereiro 11th, 2011
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Hoje continuamos com o tema anterior: a questão dos comportamentos desadequados, que a mãe já não consegue controlar.

A nova solução encontrada pela personagem é deixar que alguém tome o controlo da situação por ela, sendo neste caso um perito em treino comportamental…animal. Exageros à parte (como trelas e liderança dominadora), a verdade é que a nossa mudança de comportamento produz mudanças nos comportamentos dos outros que estão em nosso redor.

Assim, quando tornamos as regras constantes, (como falamos anteriormente e vou repetir-me) torna-se também mais fácil para a criança prever o que vai acontecer e o que esperamos dela.

Problemas de comportamento: um olhar diferente

Fevereiro 8th, 2011
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Vi recentemente um episódio da (“polémica”) série South Park muito interessante. Com toda a sua ironia e crítica ao sistema, este episódio abordava várias questões fundamentais na educação e relação entre pais e filhos. Porque é muito rico para discussão, resolvemos falar sobre ele numa série de posts em que este é o inicial.

É a escola quem chama a atenção para o problema dos comportamentos da criança, que a mãe confessa já não conseguir controlar. Não é fácil educar uma criança e nem sempre temos a resposta certa, mas os pais estão dispostos a fazer o que é melhor para os seus filhos; como tal a mãe aceita a sugestão da escola de ter uma “Ama†em casa para a ensinar a mudar os comportamentos.

Claro que não há soluções fáceis e embora a Ama apresente uma boa regra, tal como a recompensa vir depois das tarefas estarem concluídas, depois não consegue aplicar aquilo que se chama “time-out†(a criança fica fora da situação durante 5 minutos –o tempo muda consoante a capacidade de compreensão da criança- para pensar no que fez e nas consequências que isso traz) pois não conversam sobre a situação e não há continuidade nestas regras.

Resultados: acaba por ser a criança a decidir e “dominar†novamenteâ€.

Tomar decisões

Novembro 2nd, 2010
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Nem sempre é fácil tomar decisões; como escolher entre as várias oportunidades que temos? Como vamos saber se a decisão tomada é a mais certa? Será que devíamos ter escolhido outra opção? Ou nenhuma?

Bom, para diminuir a ansiedade quanto a tomar decisões, trazemos um vídeo de um psicólogo, Dr Philip Zimbardo, sobre este assunto. Ele fala também numa experiência que falámos há pouco tempo, sobre a importância da capacidade de auto-controlo e de adiar a gratificação. O vídeo de hoje integra este conceito numa teoria de que as nossas decisões são tomadas com base numa perspectiva temporal (“Time Perspectiveâ€) e como isso pode influenciar a nossa vida.

O mais interessante (para mim) é a sugestão de como podemos melhorar a nossa capacidade de tomar decisões (com base no passado, presente ou futuro) de modo a sermos mais felizes.
Vejam em:

ps. Não se esqueçam de nos mencionar no Twitter, partilhando assim o vosso tweet no topo do site.

Dificuldades de Aprendizagem

Julho 21st, 2010
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Este vídeo mostra a importância de realizar um diagnóstico correcto e o impacto que pode ter na vida de algumas crianças.

Crianças: Auto-controle e sucesso

Junho 24th, 2010
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Nos anos 60, Walter Mischel, um professor de Psicologia da Universidade de Stanford estava encarregue de uma experiência que ficou conhecida como “O teste do marshmallow“; nesta experiência era colocado um marshmallow frente a uma criança e era-lhe proposto um acordo: podia comer aquele marshmallow agora ou se esperasse que o adulto saísse da sala e não comesse logo o doce, era-lhe oferecido outro quando o adulto voltasse.
Algumas crianças comeram poucos segundos depois, enquanto que outras aguardaram os 15 minutos (muito tempo de espera para idades pequenas).

As crianças foram seguidas posteriormente e aquelas que esperaram pelo regresso do adulto eram mais bem sucedidas na vida do que as que não esperaram

O que é que esta experiência ensina?

Bom, que a capacidade o adiar da gratificação do “agora” para “depois” implica um grande auto-controle e esta capacidade é um bom predictor de sucesso futuro.

Os pais desempenham papel importante e podem ajudar a trabalhar o tempo de espera e de auto-controle através da imposição de limites e disciplina. Podem também ajudar através de estratégias que ajudem a distrais da “tentação”, tais como ajudar a contar até um certo número, ou ocupar o pensamento com outros assuntos.

Empatia (artificial)

Março 2nd, 2010
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A Empatia é a capacidade para reconhecer ou compreender as emoções e os estados de espírito das outras pessoas; ajuda-nos a fazer uma leitura da outra pessoa de modo a que nos possamos adaptar e comunicar melhor com os outros. Trata-se de perceber (não necessariamente concordar ou imaginar) aquilo que os outros estão a vivenciar (sentimentos, emoções, perspectivas, opiniões, …).
Contamos com várias “dicas†para compreendermos os estados de alma das pessoas para além do discurso: o tom da voz, as expressões faciais, o movimento corporal,…
È graças à empatia que conseguimos reconhecer quando algo não está bem com uma pessoa, o que nos pode conduzir depois à preocupação com a mesma e ao querer tentar ajudar.
A empatia faz parte da Inteligência Emocional, de que já falámos em posts anteriores.

Esta característica humana está a ser desenvolvida em robots que reconhecem e respondem às emoções demonstradas pela pessoa. O autor deste projecto já planeia robots que se tornem companheiros de brincadeira para crianças; no futuro podem até tornar-se em companheiros para combater a solidão (na minha opinião) que parece tornar-se cada vez maior no estilo de vida de algumas sociedades actuais.

Há um vídeo interessante para ver sobre isto em:

A Felicidade…

Outubro 13th, 2009
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Martin Seligman faz uma conferência no TED sobre Psicologia Positiva, mostrando que a Psicologia já não é sobre ajudar a encontrar o que está de errado connosco, mas sim ajudar a perceber como a nossa vida pode ser melhor.

Pode ajudar-nos a descobrir quais as nossas forças e como desenvolvê-las para aproveitar o melhor da vida.

Pode ajudar-nos a ser mais felizes.

P.S. – 1 ideia deste vídeo:

a) Uma das características das pessoas felizes é que são extremamente sociais, passando pouco tempo sozinhas

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