Rotinas
“Rotina†é uma palavra que nos últimos tempos tem sido associada a conotações negativas, a algo «chato»; contudo, nem sempre tem de ser assim. As rotinas até certo ponto, permitem-nos compreender e controlar o nosso dia-a-dia. Saber o que esperar acalma a nossa ansiedade e permite-nos prever o que nos espera (de tudo o que não podemos controlar, é bom que existam algumas coisas que não nos fogem ao controlo).
As rotinas transmitem-nos também segurança pois regulam o nosso comportamento, dão-nos indicações daquilo que esperam de nós; saber que depois de tomar banho vamos jantar ou que depois de ler uma história vamos dormir, permite antecipar o futuro e adequar o nosso comportamento para a próxima tarefa. É esta antecipação e previsão do futuro que transmite confiança à criança para saber que quando acaba a escola, a mãe vai buscá-la de volta para casa.

Contudo, é bom termos algum espaço de manobra para a mudança, porque também esta é uma constante da vida: mudamos de casa, de escola, de emprego, … Então, que rotinas são importantes de ter? Bom, por exemplo:
- Dormir: ter uma hora certa para dormir durante a semana reduz as discussões na hora de ir para a cama; podemos dar um aviso de “faltam 5 minutos para ir para a cama†ou “vamos ler a nossa história de hoje†(indicativo que depois apaga-se a luz).
- Estudar: há crianças que preferem chegar a casa e brincar primeiro e depois fazer os trabalhos e outras preferem fazer os trabalhos primeiro e a seguir brincar; não importa. O que importa é dividir o tempo e fazer a transição de uma actividade para a outra sem desmotivar ou gerar discussões. Novamente a regra de avisar que “faltam 5 minutos para…†funciona bem para ajudar a criança a antecipar a mudança.
- Brincar: como já falamos em posts anteriores é sempre importante ter um pouco para brincar, nem que seja quando chega a casa ou depois do jantar. a nossa criatividade e imaginação são postas à prova nessas alturas e permitem que mais tarde nasçam grandes invenções.
- Tempo de famÃlia: um tempo para contar as novidades do dia ou para ter “colinho†da mãe/pai é muito importante; esses momentos podem ser durante o banho, na viagem para casa ou mesmo antes de deitar; o que importa é ser uma rotina, sempre na mesma altura.
Portanto, pense nas suas rotinas e em  quais são importantes para manter; mude apenas as mais desanimadoras de modo a que se tornem mais motivadoras.
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Mais Ideias e Presentes de Natal
E porque ainda falta um pouco para ao Natal e seguindo as anteriores sugestões, vamos continuar a falar sobre presentes para crianças; hoje vamos até à idade da entrada para a escola.
Antes de continuarmos, lembramos que na última ligação feita no Facebook do Manual perguntávamos que prendas irão os vossos filhos receber. Participem, pois a comunicação entre pais pode trazer ideias muito boas que podem até fugir ao mais convencional, surpreendendo de facto as crianças (não se esqueçam de acrescentar a página ao vosso perfil).
Dos 2 aos 3 anos a criança aprende a:
- Saltar, a trepar e pode andar em pé coxinho;
- Construir uma torre e uma ponte com três cubos;
- Fazer perguntas, compreende a maior parte do que lhe dizem;
- Brincar verdadeiramente com as outras crianças (aumenta o tempo de trocas significativas com as outras crianças).
Presentes: mantém-se as bonecas, os carros, os camiões, comboios e os acessórios (casas, animais, garagens, telefones, …), os lápis de cera, as plasticinas coloridas, os livros didácticos, os legos, os puzzles. Caixas de música e pianos continuam apropriados. Os jogos de encaixe e de enfiamentos para trabalhar a motricidade e as bolas (claro). Os triciclos fazem bons presentes também. Alguns jogos de mesa podem também ser oferecidos (cartas para completar pares, …).
Dos 3 aos 5 anos, já é capaz de :
- Andar sozinha, andar em bicos dos pés, saltar, subir e descer escadas;
- Falar de forma compreensÃvel e fazer muitas perguntas;
- Ouvir histórias com atenção e reproduzir parte das histórias que ouve;
- Desenhar a figura humana (cabeça, tronco e membros);
- Reconhecer cores (quatro), tamanhos, formas, o grande e o pequeno.
Presentes: a capacidade de atenção da criança começa a aumentar, pelo que filmes de animação são bons presentes. Carros, pistas de carros e carros com controle remoto começam a ser os favoritos dos rapazes. Para as meninas continuam as bonecas, com os pratos, copos, talheres, comidas,… Kits de médico, bombeiros, escavadoras, casas, quintas, animais, também servem. Livros que trabalhem os conceitos como cores, tamanhos, formas. Digitintas (tintas não tóxicas para pintar com os dedos) e mesmo tintas para pincéis são óptimas uma vez que a criança quando for para a escola precisará de ter alguma destreza manual para conseguir escrever.
Dos 5 aos 6 anos a criança:
- Sabe dançar ao som da música;
- Fala correctamente, perguntando o significado de palavras abstractas;
- Começa a distinguir a direita e a esquerda, ontem e amanhã;
- Interessa-se pelas actividades da casa e do bairro;
- Inventa jogos e muda-lhes as regras enquanto joga.
Presentes: Mantêm-se os anteriores mas agora surgem as bicicletas, os jogos de tabuleiro, os jogos de associação (de iguais, dominós, …) e os kits de experiências.
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Outras Ideias e Presentes de Natal
Vamos continuar a falar sobre presentes de Natal; já vimos algumas ideias para as crianças até aos 9 meses, começamos agora com as crianças de 18 meses, as suas capacidades e as nossas ideias.
Até aos 18 meses a criança já:
- Executa gestos a pedido.
- Aumenta progressivamente o vocabulário produzindo algumas palavras.
- Anda sem apoio.
- Identifica 2 objectos.
- Rabisca espontaneamente.
- Produz 3 palavras.
Muitos dos presentes da faixa anterior podem também ser oferecidos, tais como livros com imagens, carrinhos, os aviões, as bonecas. Os triciclos com pedais para estimular a coordenação olho-pé são importantes, bem como as bolas. Lápis de cera grossos (porque facilita o segurar) para começar a rabiscar são uma óptima prenda. Jogos de enfiamentos (passar um cordel por dentro de formas, por ex.) Jogos de construção como os legos grandes fazem boas prendas.
Com 24 meses a criança consegue:
- Tirar a roupa.
- Construir torres (3 cubos).
- Apontar 2 figuras.
- Chutar a bola.
- Seguir ordens simples.
Bolas, claro, para chutar e correr. Muitos livros didácticos que ensinem, por exemplo as cores.
Os puzzles de 4 peças com imagens simples e grandes ou os cubos também com imagens. Continuam as bonecas, os carros, os camiões e começam a interessar-se pelos brinquedos mais complexos como quintas com animais, casas com pessoas, são bons para desenvolver linguagem e criatividade. Além dos lápis de cera, as plasticinas coloridas (vigiadas porque a cor e o cheiro podem induzir a que a criança coma a plasticina) e modeláveis são boas para trabalhar a motricidade
Bom, não ficamos por aqui. Faltam ainda as crianças em idade pré-escolar, em idade escolar, os adolescentes, … até ao Natal ainda há muito para falar.
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Ideias e Presentes de Natal
Estamos tão perto do Natal que pensámos em falar sobre presentes. Embora na maioria das vezes está escrito na embalagem dos brinquedos qual a faixa etária mais adequada, nem sempre é fácil escolhermos entre tanta oferta. Vamos dar uma pequena ajuda, mostrando quais as capacidades que as crianças têm em cada faixa etária e como podemos ajudar a estimular e a adquirir novas capacidades.
Ficam algumas ideias para alegrar o Natal da criançada. Vamos começar hoje pela faixa etária até aos 12meses.
Aos 6 meses a criança já consegue
- Responder activamente às solicitações do adulto: ri, olha, emite sons,…
- Alcançar e segurar objectos e brinquedos.
- Levar objetos a boca.
- Emitir e localizar sons.
- Rolar.
Os melhores presentes para esta idade são os que desenvolvem a comunicação e audição, que emitam sons, músicas, tais como rocas, mobiles, projectores; brinquedos que promovam a estimulação dos sentido táctil (e não só), com várias cores, macios e com texturas diferentes, como os ginásios, os peluches e livros com texturas; brinquedos de causa e efeito, como aqueles onde a criança quando carrega num botão e este emite som. Brinquedos que estimulem o movimento, como o agarrar e o gatinhar também são importantes.
Aos 9 meses a criança já é capaz de:
- Procurar objectos escondidos.
- Transferir objectos de uma mão para outra.
- Emitir sÃlabas.
- Sentar-se sem apoio.
Além de alguns presentes da faixa anterior (como os brinquedos de causa e efeito, peluches), podemos começar a estimular novas áreas, tais como a coordenação olho-mão com jogos de encaixe e de empilhar; continuamos a estimular a comunicação com jogos de música tais como pianos, telefones, …
Os triciclos (sem pedais) começam a ser utilizados a partir desta idade.
Aos 12 meses já podemos observar que a criança consegue:
- Imitar gestos.
- Fazer a pinça: segura com o polegar e indicador
- Emitir palavras
- Andar com apoio.
Agora, os presentes já estimulam o movimento autónomo e começamos a utilizar o andador. Brinquedos como os carrinhos, os aviões, as bonecas, com acessórios (como garagens para os carros) são adequados; contudo é necessário ter em atenção os tamanhos dos brinquedos  não podem ser demasiado pequenos para a criança não os engolir por acidente. Isto aplica-se a brinquedos que se desmontem em partes mais pequenas. Jogos interactivos com sons e palavras para estimular a fala, agora que a criança precisa de adquirir palavras.
Estas sugestões não dispensam nunca a presença do adulto para envolver a criança na brincadeira, até porque este pode estimular o interesse e atenção da criança, ajuda a desenvolver a comunicação e a aquisição das palavras e a relação com o outro.
No próximo post continuamos com as faixas etárias até aos 2 anos.
Boas compras e boas ideias…
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Conflitos em casa
Todos os dias surgem conflitos na nossa vida, quer seja no trabalho, no trânsito, em casa… Claro que os de casa custam muito: custam energia que gastamos a tentar forçar as crianças a fazer algo, custam tempo que podÃamos estar a aproveitar em alguma actividade com eles, …
A maneira tradicional de resolver conflitos envolve uma luta, na qual alguém tenta ganhar ao outro; como é a vossa maneira de resolver os conflitos com os vossos filhos?
Serão:
- Ursos polares?
- Tartarugas?
- Mochos?
- Tubarões?
- Raposas?
Os Ursos polares são fofinhos e querem agradar e satisfazer os desejos dos outros e como tal cedem nas questões para não magoar os outros.
As Tartarugas não gostam de conflitos e quando estes surgem escondem-se na carapaça; por isso evitam os conflitos negando-os, fugindo deles ou adiando-os.
Os Mochos gostam de falar e de utilizar estratégias, como a conversa e a negociação para resolver os conflitos que surgem.
Os Tubarões são criaturas de força que obrigam os outros aceder, ganhando qualquer disputa, nem que seja pela força.
As Raposas conseguem enfrentar os conflitos através da negociação e do “ganho eu-ganhas tuâ€.
Claro que o ideal é ser um pouco de cada; há conflitos em que temos de ser tubarões e ganhar a disputa e outros em que temos de ser raposas e negociar as soluções. A resposta nem sempre é fácil.
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A Importância do brincar
Artigo 31º
1 – Os Estados Partes reconhecem à criança o direito ao repouso e aos tempos livres, o direito de participar em jogos e actividades recreativas próprias da sua idade e de participar livremente na vida cultural e artÃstica.
2 – Os Estados Partes respeitam e promovem o direito da criança de participar plenamente na vida cultural e artÃstica e encorajam a organização, em seu benefÃcio, de formas adequadas de tempos livres e de actividades recreativas, artÃsticas e culturais, em condições de igualdade.
A Convenção dos direitos da criança está a comemorar 20 anos, tendo passado a ser lei em Portugal em 1990. A importância deste acto é enorme porque a convenção assenta em 4 princÃpios fundamentais: a não-discriminação, o interesse superior da criança, o direito à vida e desenvolvimento e à opinião da criança. A Convenção tornou-se assim, em 1990 um vÃnculo jurÃdico.
Um dos artigos que nos chama a atenção ó o artigo 31º, começando na primeira frase “direito ao repouso e aos tempos livres“. Já está comprovada a importância do brincar; não é o passar do tempo, mas sim o desenvolvimento das capacidades: de pensar, de criar, de trabalhar em grupo, de resolver problemas:
Vamos dar algumas sugestões para trabalharem com as vossas crianças enquanto elas brincam:
- RaciocÃnio prático: jogos de estratégia e de tabuleiro, dominós, batalha naval,…
- Criatividade: legos, bonecas, plasticinas, desenhos, …
- Trabalho de Grupo: futebol, cartas, …
- Resolução de Problemas: puzzles, xadrez, damas, tangram,…
Brincar ajuda-nos a crescer de forma saudável, a pensar nos problemas e na melhor maneira de os resolver, a trabalhar em grupo e a descobrir novos caminhos. A sermos pessoas e cidadãos melhores.
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A Felicidade…
Martin Seligman faz uma conferência no TED sobre Psicologia Positiva, mostrando que a Psicologia já não é sobre ajudar a encontrar o que está de errado connosco, mas sim ajudar a perceber como a nossa vida pode ser melhor.
Pode ajudar-nos a descobrir quais as nossas forças e como desenvolvê-las para aproveitar o melhor da vida.
Pode ajudar-nos a ser mais felizes.
P.S. – 1 ideia deste vÃdeo:
a) Uma das caracterÃsticas das pessoas felizes é que são extremamente sociais, passando pouco tempo sozinhas
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Voltámos…
É verdade! Regressámos ao trabalho, regressou o Outono e regressaram as aulas; estes últimos quinze dias têm sido de grande azáfama para os pais: em que turma é que o meu filho ficou (quando muda de escola), qual o seu horário, quem são os professores, que material é que é preciso comprar…
A juntar a todas estas questões, temos ainda a mudança de ritmos: as horas de deitar, o jogar computador,  …
E para quem está a começar (nos jardins-de-infância) as ansiedades são ainda maiores: como vai ser quando deixar a minha filha na escola? Será que ela fica a chorar (ou sou eu quem vai chorar)?
Bom, deixo aqui algumas sugestões  para tentar facilitar a vida das famÃlias:
- Estabeleça rotinas: retome as antigas ou inicie novas, não importa. Adeqúe os horários e condicionantes da sua famÃlia e crie rotinas; tente que a hora de levantar seja sempre a mesma, que o banho seja sempre na mesma altura, que exista uma altura para descansar e brincar (antes ou depois dos trabalhos de casa, conforme a disponibilidade que a criança apresenta).
- Prepare a criança para o inÃcio das aulas: vejam o horário em conjunto, descubram qual a melhor altura para estudar, explorem os livros para criar entusiasmo,…
- Ajude a criança a organizar-se para o dia seguinte: durante as primeiras semanas, ao fim do dia vejam em conjunto que livros têm de estar preparados para o dia seguinte, que materiais necessita; posteriormente vá dando autonomia, lembrando à criança que tem de ir organizar os livros para amanhã, e revendo oralmente que materiais irá utilizar,…
Para crianças que vão iniciar a escola pela primeira vez, quer seja o Jardim-de-Infância, a mudança para o 1.º Ciclo ou uma mudança de escola, é natural que nas semanas antecedentes e nas primeiras semanas sintam alguma ansiedade (aquilo que normalmente chamamos “nervoso miudinho†ou “nervosâ€);
- Na semana antes converse sobre a nova escola: como poderá ser, como serão os horários, o que irá fazer,…
- Nas semanas seguintes: converse sobre como estão a correr as coisas na escola: como são os colegas, como é a professora, se gosta das disciplinas, como poderão melhorar o que está menos bem, …
E descansem… ainda temos um ano inteiro pela frente.
Bom regresso!
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Parentalidade
Há alguns anos, escrevi uma dissertação de Mestrado intitulada “Parentalidade e problemas de comportamento†sobre crianças com problemas de comportamento e como os pais podem influenciar a sua dinâmica familiar, a sua relação com os filhos; vou deixar aqui alguns textos para que possam aproveitar estes conhecimentos e influenciarem de modo positivo a vossa relação familiar.
A autonomia das crianças e a regulação de comportamentos efectuada pelos pais são dois pontos fundamentais no papel das relações de suporte na famÃlia, bem como desenvolvimento da criança. Estes factores fazem parte daquilo que os investigadores em psicologia chamam de «estilos e comportamentos parentais»; distinguem-se 3 estilos parentais:
- o Autoritativo: o estilo parental autoritativo é caracterizado por ser pouco afectuoso, com um nÃvel de exigência muito grande e escassa autonomia.
- o Autoritário: é mais afectuoso e promove a autonomia com algumas linhas de comportamento bem definidas; é considerado como sendo de suporte, abrangendo aspectos como reforços positivos, afectos positivos e disciplina e tem sido considerado como um factor protector na promoção da adaptação das crianças. No que diz respeito à imposição de limites, estes podem ser de estilo restritivo, ou seja, envolve comportamentos cuja intenção é parar ou punir a criança e não necessariamente uma disciplina dura, como bater.
- o Coercivo: Nas interacções pais-filhos de carácter coercivo há dois padrões de interacção:
- Os pais dão uma resposta de recuo e de apaziguamento da criança quando esta apresenta um comportamento desajustado, de não obediência, numa tentativa de diminuir a fúria da criança. Ao longo do tempo, os limites impostos tendem a diminuir após um contÃnuo de interacções semelhantes e respondem muitas vezes de maneira positiva ou neutral.
- Há uma hostilidade mútua, onde os membros entram numa escalada de hostilidade, ou seja, cria-se um ciclo onde pai/mãe e criança tentam controlar-se mutuamente, sendo cada vez mais hostis um para o outro na tentativa de dominar a relação.
Práticas ineficazes de educação e comportamento anti-social de crianças estão reciprocamente relacionadas. Assim, acabam por ser moldados comportamentos aversivos dentro da dinâmica familiar: as crianças aprendem a utilizar comportamentos coercivos para atingir os seus objectivos, não sendo valorizadas nos seus comportamentos positivos.
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Criatividade
Já falei muito levemente sobre a criatividade, nos contos que por aqui vão estando. Mas vou falar um pouco mais sobre o assunto. Há um site fantástico…
…onde se fala (em inglês,  com legendas em português) principalmente sobre criatividade. São conferências que acontecem todos os anos, onde as mentes mais brilhantes do planeta (ou pelo menos algumas) se juntam para partilhar o seu conhecimento, aquilo que as torna únicas e brilhantes, em pequenas apresentações. Numa grande maioria falam sobre a importância da criatividade em tudo: nas suas vidas, no desenvolvimento humano, no futuro…
Gosto particularmente de uma de Sir Ken Robinson,  que fala sobre a criatividade e na forma como alguns de nós a vamos perdendo à medida que crescemos, em parte devido à percepção que vamos adquirindo de que temos de jogar pelas regras, em parte pelo medo do insucesso e do erro. A maioria das crianças arrisca sem medo de errar; maravilham-se com todos os resultados de qualquer experiência que façam (maravilham-se até com o que vão fazendo pelo caminho enquanto experimentam), com os certos e com os errados. Lembro-me de ter 6 anos e suplicar à minha mãe para que me deixasse cozinhar para uma festa que ia haver em casa; ela, com algum custo deixou-me fazer as gelatinas. Eram 3 gelatinas, cada sabor com sua cor (o objectivo era depois corta-las em quadrados coloridos e cobrir com natas, o que era visualmente muito bonito); eu fiz tudo de acordo com a receita: medi 3 medidores de água, aqueci, coloquei tudo numa tigela, e juntei a água fria. Fiquei muito contente e mostrei à minha mãe que levou as mãos à cabeça porque em vez de três taças coloridas, tinha uma taça gigante de uma cor… neutra (lá se foi o efeito visual, mas o sabor era o mesmo). Este incidente não me fez desistir.
É preciso incentivar a procura de novas ideias, de novas maneiras de ver o mundo, de novas soluções. A inteligência alimenta-se das nossas experiências (visuais, auditivas, cinestésicas, …), das ligações e associações que estabelecemos no que conhecemos, da interacção com os outros (adultos, crianças, …). Quanto mais alimentarmos o nosso cérebro (e menor for o receio de errar) melhores serão as nossas ideias.
Passem pelo site. Vale a pena.
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