A Importância do brincar
Artigo 31º
1 – Os Estados Partes reconhecem à criança o direito ao repouso e aos tempos livres, o direito de participar em jogos e actividades recreativas próprias da sua idade e de participar livremente na vida cultural e artÃstica.
2 – Os Estados Partes respeitam e promovem o direito da criança de participar plenamente na vida cultural e artÃstica e encorajam a organização, em seu benefÃcio, de formas adequadas de tempos livres e de actividades recreativas, artÃsticas e culturais, em condições de igualdade.
A Convenção dos direitos da criança está a comemorar 20 anos, tendo passado a ser lei em Portugal em 1990. A importância deste acto é enorme porque a convenção assenta em 4 princÃpios fundamentais: a não-discriminação, o interesse superior da criança, o direito à vida e desenvolvimento e à opinião da criança. A Convenção tornou-se assim, em 1990 um vÃnculo jurÃdico.
Um dos artigos que nos chama a atenção ó o artigo 31º, começando na primeira frase “direito ao repouso e aos tempos livres“. Já está comprovada a importância do brincar; não é o passar do tempo, mas sim o desenvolvimento das capacidades: de pensar, de criar, de trabalhar em grupo, de resolver problemas:
Vamos dar algumas sugestões para trabalharem com as vossas crianças enquanto elas brincam:
- RaciocÃnio prático: jogos de estratégia e de tabuleiro, dominós, batalha naval,…
- Criatividade: legos, bonecas, plasticinas, desenhos, …
- Trabalho de Grupo: futebol, cartas, …
- Resolução de Problemas: puzzles, xadrez, damas, tangram,…
Brincar ajuda-nos a crescer de forma saudável, a pensar nos problemas e na melhor maneira de os resolver, a trabalhar em grupo e a descobrir novos caminhos. A sermos pessoas e cidadãos melhores.
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A Felicidade…
Martin Seligman faz uma conferência no TED sobre Psicologia Positiva, mostrando que a Psicologia já não é sobre ajudar a encontrar o que está de errado connosco, mas sim ajudar a perceber como a nossa vida pode ser melhor.
Pode ajudar-nos a descobrir quais as nossas forças e como desenvolvê-las para aproveitar o melhor da vida.
Pode ajudar-nos a ser mais felizes.
P.S. – 1 ideia deste vÃdeo:
a) Uma das caracterÃsticas das pessoas felizes é que são extremamente sociais, passando pouco tempo sozinhas
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Voltámos…
É verdade! Regressámos ao trabalho, regressou o Outono e regressaram as aulas; estes últimos quinze dias têm sido de grande azáfama para os pais: em que turma é que o meu filho ficou (quando muda de escola), qual o seu horário, quem são os professores, que material é que é preciso comprar…
A juntar a todas estas questões, temos ainda a mudança de ritmos: as horas de deitar, o jogar computador,  …
E para quem está a começar (nos jardins-de-infância) as ansiedades são ainda maiores: como vai ser quando deixar a minha filha na escola? Será que ela fica a chorar (ou sou eu quem vai chorar)?
Bom, deixo aqui algumas sugestões  para tentar facilitar a vida das famÃlias:
- Estabeleça rotinas: retome as antigas ou inicie novas, não importa. Adeqúe os horários e condicionantes da sua famÃlia e crie rotinas; tente que a hora de levantar seja sempre a mesma, que o banho seja sempre na mesma altura, que exista uma altura para descansar e brincar (antes ou depois dos trabalhos de casa, conforme a disponibilidade que a criança apresenta).
- Prepare a criança para o inÃcio das aulas: vejam o horário em conjunto, descubram qual a melhor altura para estudar, explorem os livros para criar entusiasmo,…
- Ajude a criança a organizar-se para o dia seguinte: durante as primeiras semanas, ao fim do dia vejam em conjunto que livros têm de estar preparados para o dia seguinte, que materiais necessita; posteriormente vá dando autonomia, lembrando à criança que tem de ir organizar os livros para amanhã, e revendo oralmente que materiais irá utilizar,…
Para crianças que vão iniciar a escola pela primeira vez, quer seja o Jardim-de-Infância, a mudança para o 1.º Ciclo ou uma mudança de escola, é natural que nas semanas antecedentes e nas primeiras semanas sintam alguma ansiedade (aquilo que normalmente chamamos “nervoso miudinho†ou “nervosâ€);
- Na semana antes converse sobre a nova escola: como poderá ser, como serão os horários, o que irá fazer,…
- Nas semanas seguintes: converse sobre como estão a correr as coisas na escola: como são os colegas, como é a professora, se gosta das disciplinas, como poderão melhorar o que está menos bem, …
E descansem… ainda temos um ano inteiro pela frente.
Bom regresso!
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Jogos web para as férias | 9 / 10
Desta vez e porque estamos quase no fim desta rubrica e inicio de aulas, decidimos dar uma prenda não só para as crianças, mas igualmente para os pais, ou pelo menos para alguns que ligam mais a jogos simples.
Orisinal
Um site muito bonito; os jogos são esteticamente apelativos e amorosos; nem todos são adequados para as crianças, mas podem ver primeiro quais os melhores. Eu gostei bastante de vários e acho que me diverti tanto ou mais do que as crianças se vão divertir.
No que diz respeito a idades, é mais adequado a crianças mais novas (até aos 10 anos, sensivelmente).
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Jogos Web para as férias | parte 2 / 10
Na sequência desta série de verão, vamos continuar a indicar algumas sugestões de sites didácticos para crianças. Esta é a segunda parte, fique atento, pois há mais já na próxima semana.
Júnior
Tal como o anterior,este site está bem organizado, dividindo as actividades por faixas etárias (pré-escolar, 1.º ciclo -1.º ano até 4.º ano- e 2.º ciclo – 5.º e 6.º ano). Tem um aspecto apelativo, os jogos são engraçados (curta duração) e estão adaptados a cada faixa etária; além de jogos tem actividades para construir, conselhos, músicas, histórias,… Tem também apontamentos sobre segurança na net, ambiente, curiosidades e muitas coisas mais.
(carregar na imagem para ir para o sitÃo)
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Actividades para as férias/feriados
Que tal fazer uma actividade de culinária em famÃlia? Algo que seja simples de fazer e que ao mesmo tempo proporcione várias aprendizagens à s crianças?
Bom, podemos aproveitar estes feriados (ou férias prolongadas para quem as tiver) para fazer uma pequena sobremesa e que demora cerca de 1 hora – pelo menos é o que temos demorado.
Esta receita serve desde os 5 anos até aos 10 anos e trabalha uma série de questões psicomotoras: Planeamento e Organização da tarefa, Sequenciação, Atenção, Motricidade fina e Cálculo.
A psicomotricidade pode ser definida como o campo que estuda e investiga as relações e as influências recÃprocas entre psique e corpo, i.e., de que forma é que o movimento do corpo, os afectos e o intelecto integram as nossas experiências e aprendizagens, influenciando-se mutuamente. Por exemplo, o escrever a letra «p» envolve uma série de capacidades: a mão que segura a caneta (motricidade fina), o «desenhar sobre a linha (coordenação óculo-manual), a letra (memória longo-prazo) e movimento da caneta para fazer um traço vertical seguido de uma bolinha (orientação espacial). E nós nem pensamos nisso, mas para quem está a aprender a escrever é muita coisa ao mesmo tempo. Não vou alongar-me sobre as áreas psicomotoras (que são várias) mas importa dizer que são as experiências que nos transmitem conhecimentos e quanto mais novos somos, mais facilmente conseguimos aprender através do «fazer» do que apenas com teoria.
Então vamos lá.
A receita é para “Bolinhos de chocolate e côco†e precisamos de:
- 200 g de açúcar
- 1 Pacote de chocolate em pó (150g)
- 2 Ovos
- 1 Pacote de côco ralado (150g)
- e ainda uma tigela, uma colher de pau, um prato e forminhas de papel (pode substituir estas por rectângulos grandes em papel de alumÃnio).
Esta receita dá para cerca de 35 bolinhas, conforme o tamanho destas.
Modo de fazer
Vestimos o avental (porque isto vai sujar) e colocamos em cima da mesa uma tigela, uma colher de pau e os ingredientes pela ordem acima dada.
Se a criança for mais velha (com 9 anos, mais ou menos), podemos colocar o pacote de açúcar, uma balança, o pacote de chocolate, uma caixa cheia de ovos e o pacote de côco, para que ela saiba qual a ordem pela qual colocamos os ingredientes na tigela (Organização da tarefa).
Pedimos para pesar o açúcar – podemos indicar qual a marca dos 200 para que ela possa pesar (cálculo) e colocar dentro da tigela; junta o chocolate em pó e mexe bem. Depois pedimos apenas 2 ovos dos 6 que lá estão (cálculo) e pedimos à criança para partir (se é uma primeira vez, segure na mão da criança para ajudar a mediar a força e não correr o risco de esmagar o ovo). Vamos sempre questionando a criança quanto ao que fazemos a seguir – basta ela olhar para a mesa que já sabe o que vem depois (sequenciação da tarefa).
Por fim ela coloca um pouco de côco num prato e deita o resto na tigela mexendo tudo muito bem com a colher de pau. Por esta altura a mistura de chocolate começa a ficar difÃcil de mexer com a colher, pelo que é preciso amassar: vamos meter as mãos dentro da tigela e mexer bem a mistura; depois de bem misturada é só fazer pequenas bolinhas com as mãos (motricidade fina), como se fosse plasticina. As bolinhas vão sendo colocadas nas formas de papel; se optar por quadrados de papel de alumÃnio, terá mais tarde que fechar os embrulhos como se fossem rebuçados.
Transformada toda a massa em bolinhas, vamos lavar as mãos e voltamos ao trabalho: vamos passar metade das bolinhas (cálculo) pelo côco que espera no prato. Por fim colocamos numa travessa e vai ao frigorÃfico para mais tarde comermos. Não esquecer que só acabamos quando a loiça está lavada.
Se a criança é mais pequena, diminuÃmos algumas etapas: colocamos o açúcar já pesado numa tigela pequena, os dois ovos num prato, colocamos o número de formas certas (se ainda não aprendeu a fazer contas) enfim,  tudo a um nÃvel que a criança consiga atingir.
Espero que se divirtam juntos e que tenham uma boa sobremesa.
Feriados deliciosos para todos.
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Comunicação no Autismo – PECS
Falamos há pouco tempo sobre crianças com autismo.
Uma das áreas afectadas nesta perturbação é a comunicação e linguagem, essencial para a relação com os outros. Sendo que a relação com o outro também está afectada, há um isolamento entre estas crianças e o mundo que as rodeia.
Um sistema de comunicação alternativo (ou seja, que não envolve a fala, mas sim -por exemplo-  gestos ou imagens) é o PECS (Picture Exchange Communication System – Sistema de comunicação de troca de imagens). Este sistema permite à criança com dificuldades na comunicação (mas com intenção de comunicar) iniciar a interacção e desenvolver um meio de comunicação através de imagens.
Estas imagens podem ser fotos dos objectos verdadeiros ou desenhos dos mesmos; um sistema de sÃmbolos muito utilizado (nacional e internacional) é o Boardmaker, um «dicionário» de imagens e sÃmbolos em suporte informático, que permite criar os sÃmbolos.
Como funciona?
Através de um sistema de trocas: a criança entrega ao adulto um cartão com uma imagem do que pretende exprimindo o seu desejo, tal como um brinquedo, comida, livro, casa-de-banho, e em troca obtém o que pede.
Este método exige um treino inicial com uma pessoa (terapeuta da fala, psicólogo, pai, professor, …) que sabe aplicar o método e posteriormente é extensÃvel a todas as pessoas que lidam com a criança: os pais, os professores, os vizinhos, …
Os cartões estão dentro de um pequeno dossiê que acompanha a criança e contem as actividades que esta realiza.
Na primeira fase, a criança é incentivada a associar o cartão (ex. imagem de um copo de água e a palavra “Ãguaâ€) ao objecto existente (copo com água) e a iniciar a interacção com o adulto (uma vez que só obtém o objecto depois de entregar o cartão ao adulto). Nas fases posteriores, aumenta-se o vocabulário (com os correspondentes cartões) até à organização final de frases (Ex. “Eu quero água†ou “Eu gosto de águaâ€).
Nem todas as crianças conseguem atingir a última fase deste sistema de comunicação; contudo o aumentar da vontade de comunicar e de fazer-se entender pelo outro permitindo à criança ser compreendida já é um avanço considerável.
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Dia da Criança
Está a chegar o Dia da Criança.
Temos aqui uma ideia para comemorar esse dia; lembramo-nos de fazer um jogo e quando digo fazer, é no verdadeiro sentido da palavra, como em trabalhos manuais.
Reúna a famÃlia, junte tesouras, cola, cartolina, papel autocolante transparente. Depois imprima o jogo que está no fim e construam a nossa versão do famoso “Party“, ou seja, o Party Infantil. Dá para jogar 2 a 4 jogadores, fazer equipas, como quiser. As idades começam nos 7/8 anos e vão por aà adiante.
Eu já o construà e utilizei. Prometo que vale o trabalho.
Divirtam-se e boas jogadas
Instruções “Partyâ€
1.º) Imprima as duas primeiras folhas; estas representam o tabuleiro. Recorte, junte as duas e cole numa cartolina; depois pode forrar com papel autocolante transparente.
2.º) A terceira folha tem um dado para recortar e colar, bem como os cartões dos pontos e as imagens dos cartões correspondentes a cada ponto.
3.º) Existem 4 tipos de categorias: MÃmica, Palavras Proibidas, Desenho e Perguntas. Existem 2 folhas de cada tipo de perguntas para imprimir; nas costas das folhas imprima a capa correspondente.
4.º) Os cartões podem ser plastificados em máquina própria (se conhecer alguém que tenha é óptimo) ou com plástico de forrar os livros.
6.º) Pode colocar um pouco de velcro nos cartões dos pontos para colar lá o cartão correspondente à categoria da pergunta.
5.º) Pode fazer os peões com bonecos, peões de outro jogo, botões,…
6.º) Precisa de um dado regular (pode pedir emprestado a outro jogo que tenha em casa)
Como jogar:
Colocam-se os peões na casa da partida. O primeiro a jogar lança o dado (normal ou do jogo). Conforme a casa onde calha, faz-se a pergunta da categoria correspondente. Se acertar continua a jogar até não saber responder, passando a vez ao outro jogador. Só ganha o cartão para colar no cartão dos pontos quando acertar na pergunta da casa branca correspondente a cada categoria, em cada canto.
Quando completar o cartão dos pontos (amarelo) , tem de jogar o dado até regressar à casa da partida. AÃ, lança o dado do jogo e tem de responder certo à categoria que calhar
Ganha quando acertar a pergunta final.
Material
Tudo o que precisa é deste PDF do Party Infantil com o material e depois do divertido trabalho manual, é só jogar.
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Adolescência
Fui assistir a uma prelecção do Prof. Dr. Daniel Sampaio e da Dra. Ema Neves, organizado por uma Escola Profissional, preocupada com os seus alunos; o tema era “Adolescentes hojeâ€.
O que ficou comigo destas 2 horas antes do jantar…
Comecemos por uma das caracterÃsticas da adolescência, que fazia parte do tema: riscos. Todos os adolescentes correm riscos, faz parte da idade; contudo os comportamentos de riscos recorrentes são uma chamada de atenção; uma espécie de pedido de ajuda, de “Não tenho isto nada controlado, mas não consigo explicar o meu mal-estar de outra maneira e preciso que me ajudes a nomear e compreender o que sintoâ€
È aà que nós entramos, com disponibilidade para ouvir o que nos querem dizer; podemos começar com algo simples como “Eu estou aqui para ouvir-te e quero ajudar-te; vamos falar sobre o que se passa contigo e tentar perceber qual o melhor caminho para seguirmosâ€.
Ajudar também a assumir os comportamentos, i.e., responsabilizar, porque crescemos com as responsabilidades que assumimos. Só depois de dizer “Eu estou a ter este comportamento que não serve para a minha vida, sou eu quem o faz e só eu é que posso pará-lo†é que o adolescente está preparado para a mudança (na verdade a responsabilização pelos nosso actos como impulsionador de mudança serve em qualquer idade).
A adolescência de hoje não é igual à de 10 anos atrás e não será igual à dos seguintes 10 anos; é dinâmica em todos os aspectos: no crescimento e maturidade dos adolescentes (até a nÃvel biológico), no perÃodo de tempo, nos comportamentos, nos interesses… Todas as fontes de informação disponÃveis (os livros, a televisão, a internet, as redes sociais, …) permitem aos adolescentes de hoje mais acesso à informação (e mais capacidade de nos questionar) maneiras diferentes de comunicar (Messenger, googlechat…) e mesmo de socializar (hi5, facebook,…).
Algo mantém-se. A necessidade de alguém que os ouça e os ajude a crescer.
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Está perto o dia da mãe…
…e há por aà uns livros fabulosos, para miúdos e graúdos, com desenhos fora do vulgar e histórias de comover. Temos o “Coração de Mãeâ€, “Pê de Pai†e o “Obrigado a todos†(para referir alguns, porque há mais).

No site da Editora Planeta Tangerina há ainda “Pistas e Propostas de Trabalho†para explorar os livros em conjunto e construir afectos.
É de aproveitar
Â
Boas leituras!
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