Conflitos em casa
Todos os dias surgem conflitos na nossa vida, quer seja no trabalho, no trânsito, em casa… Claro que os de casa custam muito: custam energia que gastamos a tentar forçar as crianças a fazer algo, custam tempo que podÃamos estar a aproveitar em alguma actividade com eles, …
A maneira tradicional de resolver conflitos envolve uma luta, na qual alguém tenta ganhar ao outro; como é a vossa maneira de resolver os conflitos com os vossos filhos?
Serão:
- Ursos polares?
- Tartarugas?
- Mochos?
- Tubarões?
- Raposas?
Os Ursos polares são fofinhos e querem agradar e satisfazer os desejos dos outros e como tal cedem nas questões para não magoar os outros.
As Tartarugas não gostam de conflitos e quando estes surgem escondem-se na carapaça; por isso evitam os conflitos negando-os, fugindo deles ou adiando-os.
Os Mochos gostam de falar e de utilizar estratégias, como a conversa e a negociação para resolver os conflitos que surgem.
Os Tubarões são criaturas de força que obrigam os outros aceder, ganhando qualquer disputa, nem que seja pela força.
As Raposas conseguem enfrentar os conflitos através da negociação e do “ganho eu-ganhas tuâ€.
Claro que o ideal é ser um pouco de cada; há conflitos em que temos de ser tubarões e ganhar a disputa e outros em que temos de ser raposas e negociar as soluções. A resposta nem sempre é fácil.
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A Importância do brincar
Artigo 31º
1 – Os Estados Partes reconhecem à criança o direito ao repouso e aos tempos livres, o direito de participar em jogos e actividades recreativas próprias da sua idade e de participar livremente na vida cultural e artÃstica.
2 – Os Estados Partes respeitam e promovem o direito da criança de participar plenamente na vida cultural e artÃstica e encorajam a organização, em seu benefÃcio, de formas adequadas de tempos livres e de actividades recreativas, artÃsticas e culturais, em condições de igualdade.
A Convenção dos direitos da criança está a comemorar 20 anos, tendo passado a ser lei em Portugal em 1990. A importância deste acto é enorme porque a convenção assenta em 4 princÃpios fundamentais: a não-discriminação, o interesse superior da criança, o direito à vida e desenvolvimento e à opinião da criança. A Convenção tornou-se assim, em 1990 um vÃnculo jurÃdico.
Um dos artigos que nos chama a atenção ó o artigo 31º, começando na primeira frase “direito ao repouso e aos tempos livres“. Já está comprovada a importância do brincar; não é o passar do tempo, mas sim o desenvolvimento das capacidades: de pensar, de criar, de trabalhar em grupo, de resolver problemas:
Vamos dar algumas sugestões para trabalharem com as vossas crianças enquanto elas brincam:
- RaciocÃnio prático: jogos de estratégia e de tabuleiro, dominós, batalha naval,…
- Criatividade: legos, bonecas, plasticinas, desenhos, …
- Trabalho de Grupo: futebol, cartas, …
- Resolução de Problemas: puzzles, xadrez, damas, tangram,…
Brincar ajuda-nos a crescer de forma saudável, a pensar nos problemas e na melhor maneira de os resolver, a trabalhar em grupo e a descobrir novos caminhos. A sermos pessoas e cidadãos melhores.
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