Dificuldades de Aprendizagem

Julho 21st, 2010
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Este vídeo mostra a importância de realizar um diagnóstico correcto e o impacto que pode ter na vida de algumas crianças.

Crianças: Auto-controle e sucesso

Junho 24th, 2010
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Nos anos 60, Walter Mischel, um professor de Psicologia da Universidade de Stanford estava encarregue de uma experiência que ficou conhecida como “O teste do marshmallow“; nesta experiência era colocado um marshmallow frente a uma criança e era-lhe proposto um acordo: podia comer aquele marshmallow agora ou se esperasse que o adulto saísse da sala e não comesse logo o doce, era-lhe oferecido outro quando o adulto voltasse.
Algumas crianças comeram poucos segundos depois, enquanto que outras aguardaram os 15 minutos (muito tempo de espera para idades pequenas).

As crianças foram seguidas posteriormente e aquelas que esperaram pelo regresso do adulto eram mais bem sucedidas na vida do que as que não esperaram

O que é que esta experiência ensina?

Bom, que a capacidade o adiar da gratificação do “agora” para “depois” implica um grande auto-controle e esta capacidade é um bom predictor de sucesso futuro.

Os pais desempenham papel importante e podem ajudar a trabalhar o tempo de espera e de auto-controle através da imposição de limites e disciplina. Podem também ajudar através de estratégias que ajudem a distrais da “tentação”, tais como ajudar a contar até um certo número, ou ocupar o pensamento com outros assuntos.

Assertividade:o que é ser assertivo?

Junho 17th, 2010
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Como poderias ser assertivo nestas situações:

Um amigo pergunta-te se queres faltar à aula para ir brincar. Tu:

a) Dizes que não queres faltar e vais à aula
b) Tens vergonha de dizer que não e faltas à aula
c) Não respondes e esperas que ele desista

Um amigo pede-te para roubar chocolates no supermercado:

a) Não o fazes e explicas-lhe porque é errado.
b) Fazes-lhe a vontade porque não queres que ele pense que não és capaz
c) Sais da loja sem o avisar e não voltas a falar-lhe

O teu amigo pede-te dinheiro emprestado mas não devolve:

a) Vais falar com ele e pedes-lhe para devolver o dinheiro que lhe emprestas-te
b) Esperas que ele te devolva sem lhe lembrares
c) Quando o encontrares ao pé dos colegas dele, pedes-lhe o dinheiro alto para o envergonhar

Um colega no recreio estraga o teu jogo de futebol com os teus colegas:

a) Pedes-lhe para parar e perguntas se ele quer jogar com vocês
b) Vão-se embora e procuram outro sítio para jogar
c) Gritas com ele para ele ir embora

Bom, ser assertivo é:

- Defender os teus direitos
- Dizer o que tu pensas e o que sentes mesmo quando as outras pessoas não gostam
- Não ter medo de dizer “não†quando não concordamos
- Não magoar os outros
- Respeitar a opinião dos outros

Ser assertivo não é fácil, mas com algum treino consegue-se chegar lá. As respostas mais assertivas para as perguntas acima colocadas são as ‘a)‘, pois permitem dizer aquilo que pensamos sem magoar os sentimentos dos outros.
Claro que podemos ficar zangados com algumas situações, mas não podemos fugir, portanto o melhor é sermos sinceros e resolvermos os nossos problemas da melhor maneira, respeitando todos.

Brincar, educação infantil e sociedade [conferência]

Junho 7th, 2010
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Já aqui falamos sobre A Importância do Brincar, e para reforçar que brincar é uma coisa séria, deixamos aqui a notícia de uma conferência internacional, que vai ocorrer em Lisboa, organizada pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa em cooperação com o “International Council for Children´s Play“ .

O “International Council for Children´s Play“ é uma entidade que se dedica ao estudo do direito da criança ao jogo, investigando sobre o Jogo e como este pode contribuir para a integração escolar e no desenvolvimento da criança.

Vai acontecer entre os dias 16 a 18 de Junho de 2010 e o título e tópico central da conferência será “Play, children education and society”.
De acordo com as informações que me foram gentilmente enviadas (Obrigada!), serão desenvolvidos diversos temas tais como:

  • Jogo e aprendizagem;
  • Jogo e necessidades educativas especiais;
  • Jogo e novas tecnologias;
  • Jogo arte; e
  • Design e Jogo e Literacia.

Leiam o programa que aqui deixamos e consultem a página da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa para mais esclarecimentos.

Bom dia da Criança

Junho 1st, 2010
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  Agora, todos a saltar.

Fotos do Flickr dos autores gitsul., Libertinus, Pink Sherbet Photography, DragonDrop, JeHu68, frankjuarez, Jeff Kubina, thelastminute, mikebaird e Harold Laudeus.

Ansiedade: o «nervoso miudinho»

Abril 28th, 2010
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Com o aproximar do final do ano lectivo (este 3.º período é muito curto) vem a ansiedade do “será que vou passar de ano?”, “será que vou ter boas notas?”, “como vai ser a nova escola para o ano?” ,…
Todos nós experienciamos períodos nos quais sentimos ansiedade e insegurança e como tal, é natural que as crianças (e adolescentes) também os experienciem. Faz parte da vida e não os podemos evitar.

A este sentimento de insegurança chama-se ansiedade e pode exprimir-se a nível:
- Psicológico: inquietação, medo, cansaço, dificuldades de concentração, irritação, dificuldades de sono,…
ou
- Físico: coração acelerado, “borboletas no estômagoâ€, tensão muscular, tonturas, diarreias, suores, …

Trata-se de uma reacção normal a alguns acontecimentos; para alguns é o enfrentar de uma situação nova, tal como o primeiro dia de escola ou de trabalho, para outros pode ser o de se expor perante os pares e colegas ou ainda os testes e avaliações que temos de fazer.
É a maneira que o nosso cérebro tem para nos avisar que estamos perante uma situação que pode ser perigosa e de nos deixar alerta para podermos assumir o controle da situação; dá-nos adrenalina para prosseguir.

A ansiedade só se torna perigosa quando começa a impedir-nos de fazer as rotinas normais da nossa vida e se transformam em fobias (medos irracionais de objectos ou situações) ou em ataques de pânico (manifestação física de sensação de asfixia e medo de morrer) e nos começam a impedir de frequentar lugares ou de fazer algumas actividades que eram habituais. Nestes casos, o melhor é procurar ajuda para podermos recuperar o controlo sobre as nossas vidas.

Deixamos aqui algumas sugestões para diminuir a ansiedade:

• Diminuir o consumo de café: é um óptimo estimulante, mas o levantar 5 minutos mais cedo e espreguiçar-se, bem como o sentar-se à mesa para tomar o pequeno-almoço, ajuda a descontrair e dá-lhe um tempo extra para acordar.

• Sair de casa mais cedo: 10 minutos podem ser o suficiente para um imprevisto no trânsito e impedir que fique ansioso quando está parado no trânsito.

• Planificar o trabalho: estabelecer tarefas e priorizá-las ajuda a prevenir os esquecimentos (que depois nos forçam a ficar mais tempo) a dar uma maior sensação de controlo sobre a nossa vida (e não de que é o trabalho que nos controla). Uma secretária com fotografias do seu agrado ou plantas também ajuda a tornar o local mais agradável (já que passamos um terço do nosso dia lá)

• Fale: esclareça, de forma assertiva o que as situações que trazem preocupações com as pessoas certas, i.e., com aquelas que podem mudar as situações; adiar os conflitos só aumenta o sentimento de impotência e ansiedade.

• Relaxe: uma boa técnica de relaxamento consiste numa contracção sistemática dos principais músculos do corpo, seguida de uma distensão. Para isso instale-se num lugar tranquilo, descalço e vestido confortavelmente; em seguida deite-se de costas, braços ao longo do corpo e com as palmas das mãos viradas para cima. Inspire profundamente, retenha a respiração durante alguns segundos e expire lentamente; contraia com a maior força possível os músculos da cara durante 5 segundos e depois descontraia. Faça o mesmo com os músculos dos ombros, dos braços, das mãos, até aos dedos dos pés. Por último permaneça imóvel durante alguns minutos imaginando algo de agradável.

• Sono: uma boa noite de sono recarrega as baterias para o dia seguinte, portanto evite jantares pesados, leia confortavelmente um livro antes de deitar, tenha o quarto bem arejado e a uma temperatura agradável.

Actividade para a Páscoa

Março 23rd, 2010
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Lembrámo-nos de fazer novamente uma actividade de culinária, como já fizemos noutro tempo. Esta é rápida de fazer e fica óptima. A ideia é fazer o download das imagens (em desenho para os mais pequenos, com imagens reais para os mais crescidos) para que sejam as crianças a fazer a receita sozinhas (nós explicamos primeiro aos pais para que estes possam dar umas indicações de como se faz).

Tal como da outra vez, esta actividade também tem o objectivo de ser didáctica e trabalhar a psicomotricidade (Planeamento e Organização da tarefa, Sequenciação, Atenção, Motricidade fina).

A receita precisa de

- 1 embalagem de massa folhada
- 1 maçã cortada em pedaços pequenos
- Doce de maçã
- Canela
- Formas para ir ao forno


(Click para puxar o PDF)

Faz-se assim

Colocamos o avental e todos os ingredientes em cima da mesa (a ordem das imagens corresponde à ordem da receita).

Barram-se as formas com manteiga/margarina e farinha. Estende-se a massa folhada (existem algumas que já não precisam do rolo da massa e poupam alguma tempo) e os pais cortam em rectângulos com tamanho suficiente para forrar as formas e sobrar um pouco para fechar (estilo“empadaâ€).

As crianças colocam a massa dentro das formas. Dentro da massa colocam os pedaços de maçã, seguidos por uma colher de chá de doce e polvilham com canela. Por fim, fecha-se o bolinho com o resto da massa e é só levar ao forno.

Uma Páscoa bem boa….

dia do Pai

Março 19th, 2010
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Neste dia do pai, vou escrever também para aqueles que ainda não o são.
A Associação Portuguesa para a Infertilidade lançou um site Quero Ser Pai. para que os futuros pais possam deixar uma mensagem aos seus (futuros) filhos, que vale a pena visitar.
A APFertilidade é uma associação que ajuda casais com problemas de fertilidade, fornecendo informações úteis sobre este problema de saúde, apoio legal, grupos de apoio, entre outros. Podem também consultar informação sobre causas de infertilidade, diagnósticos e tratamentos.
Por isso, hoje deixo o meu Post de Parabéns para os futuros pais, aqueles que querem cuidar dos seus filhos, pois estes mais tarde também cuidarão deles.

Empatia (artificial)

Março 2nd, 2010
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A Empatia é a capacidade para reconhecer ou compreender as emoções e os estados de espírito das outras pessoas; ajuda-nos a fazer uma leitura da outra pessoa de modo a que nos possamos adaptar e comunicar melhor com os outros. Trata-se de perceber (não necessariamente concordar ou imaginar) aquilo que os outros estão a vivenciar (sentimentos, emoções, perspectivas, opiniões, …).
Contamos com várias “dicas†para compreendermos os estados de alma das pessoas para além do discurso: o tom da voz, as expressões faciais, o movimento corporal,…
È graças à empatia que conseguimos reconhecer quando algo não está bem com uma pessoa, o que nos pode conduzir depois à preocupação com a mesma e ao querer tentar ajudar.
A empatia faz parte da Inteligência Emocional, de que já falámos em posts anteriores.

Esta característica humana está a ser desenvolvida em robots que reconhecem e respondem às emoções demonstradas pela pessoa. O autor deste projecto já planeia robots que se tornem companheiros de brincadeira para crianças; no futuro podem até tornar-se em companheiros para combater a solidão (na minha opinião) que parece tornar-se cada vez maior no estilo de vida de algumas sociedades actuais.

Há um vídeo interessante para ver sobre isto em:

Alienação Parental

Fevereiro 3rd, 2010
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Fala-se ultimamente em “Síndrome de Alienação Parentalâ€; embora este termo não seja o correcto, a alienação parental existe quando um dos progenitores tenta repetidamente denegrir o outro progenitor junto da criança, habitualmente durante uma situação de divórcio; contudo não deixa de ser uma situação de maus-tratos emocionais para as crianças.

O divórcio é o 2.º acontecimento de vida mais gerador de stress, que nem sempre é fácil de gerir; aceitar o final de uma relação e adaptar-se a novas realidades é difícil e leva tempo.  Por vezes o conflito que surge entre os pais afecta os filhos sem que estes o percebam. E isto acarreta consequências:

- Relações interpessoais: dificuldade em estabelecer relações de confiança com outras pessoas e em relações de maior intimidade;

- Baixa tolerância à raiva e hostilidade: dificuldades em lidar com situações que despertem emoções fortes como a raiva (“ferver em pouca águaâ€), em aceitar o “nãoâ€.

- Problemas no sono e na alimentação: dificuldades em adormecer, pesadelos, sono inquieto; pode também existir falta de apetite.

- Maior conflitualidade com figuras de autoridade: dificuldades em segui ordens e orientações de figuras de autoridade (professores, polícias, superiores hierárquicos, …)

- Maior vulnerabilidade e dependência psicológica: auto-estima e auto-confiança mais baixas.

- Sentimento de culpa: a criança é constantemente forçada a escolher um lado e tomar partido, crescendo com um sentimento de culpa e de impotência.

- Doenças psicossomáticas: dores de cabeça, dores de barriga e outras são muito comuns de surgirem, em particular nas situações de stress.

Cada um reage à dor de uma separação da sua própria maneira, sendo que uma maneira construtiva é aceitando o fim da relação a nível emocional e cognitivo, reorganizar e redefinir a família. E isso leva tempo e energia, mas o resultado final é positivo para todos.

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